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Usinas de saída do mercado

credito divulgacao cooperbio
O sinal de alerta está aceso no setor de biodiesel e mais duas usinas importantes parecem estar praticamente fora do mercado
Edição de Abr / Mai 2014 4 min de leitura
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O sinal de alerta está aceso no setor de biodiesel e mais duas usinas importantes parecem estar praticamente fora do mercado

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O sinal de alerta está aceso no setor de biodiesel e mais duas usinas importantes parecem estar praticamente fora do mercado

Cátia Franco, de São Paulo

O ano nem bem começou e mais uma empresa do setor de biodiesel está batendo em retirada. Embora não tenha feito nenhum anúncio oficial, a Cooperbio está fechando as portas e já teria, conforme apurações efetuadas por BiodieselBR.com, desligado parte da equipe responsável pela operação de sua planta.

A performance da usina nos últimos certames já prenunciava a existência de problemas. No Leilão 34, a Cooperbio vendeu apenas 3,1 milhões de litros, muito abaixo de sua média histórica de vendas, que chegava a 15 milhões de litros por pregão.

O fato só não chamou mais atenção porque os resultados da empresa nos pregões – ela participava desde o L14 – nunca foram muito regulares, alternando períodos de vendas fortes (acima dos 20 milhões de litros) com outros mais fracos. A melhor venda da Cooperbio foi no L26, quando teve 25 milhões de litros arrematados.

Entretanto, no L35, último certame realizado até o fechamento deste texto, a usina precificou seu biodiesel no valor máximo permitido pela ANP. Isso mostrou a falta de competitividade e de vontade da empresa em vender seu produto. Terminou sem conseguir vender uma só gota dos 10 milhões de litros de biodiesel que colocou à disposição do mercado.

UTI

Outra usina, também de grande porte, que parece estar ainda pior é a Bionasa. A usina goiana está sem vender biodiesel desde o Leilão 28, realizado no final de 2012. Isso já era bastante ruim, contudo a situação pode ser ainda mais melancólica do que se podia imaginar.

Um ex-funcionário da companhia trouxe a BiodieselBR. com a denúncia de que a Bionasa não estaria cumprindo com suas obrigações trabalhistas. O fato foi posteriormente confirmado pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação dos Estados de Goiás e Tocantins (Stiag) – entidade que representa os funcionários da Bionasa. Segundo o sindicato, os salários dos funcionários não vêm sendo pagos desde junho de 2013. “Entretanto, o recolhimento do FGTS e o pagamento do benefício- alimentação não eram feitos desde março último”, informou Nathália Machado, do departamento jurídico da Stiag.

A direção da companhia e os trabalhadores chegaram a firmar um acordo, em âmbito judicial, para a quitação dos débitos. Mas como o acordo não foi honrado, o sindicato acabou conseguindo a penhora e o bloqueio de bens da usina. Segundo a advogada do Stiag, os créditos trabalhistas beiram os R$ 2 milhões.

Impacto

Assim como no caso da Cooperbio, BiodieselBR.com tentou contatar o executivo que está no comando da Bionasa – Francisco Barreto, diretor-presidente –, a fim de colher uma posição oficial sobre a situação da empresa. Mas também não obteve sucesso.

Contudo, as informações repassadas por Nathália e por mais dois ex-funcionários da usina dão conta de que a Bionasa está com a produção paralisada há mais de seis meses.

Oitava no ranking nacional de maiores usinas de biodiesel, a Bionasa era uma importante fonte de fomento para a economia da região. “Empregava muitas famílias. Comércios fecharam por conta da interrupção das atividades da usina”, relata a advogada do Stiag. “O impacto foi significativo.”

Com as saídas da Bionasa e da Cooperbio do mercado, a capacidade total do país – que atualmente é de pouco mais de 8 bilhões de litros – cairá para cerca de 7,6 bilhões de litros. As usinas da Bionasa e da Cooperbio têm capacidade produtiva de 235 milhões e 165,6 milhões de litros anuais, respectivamente.
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