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Cátia Franco, de São Paulo
As usinas brasileiras vêm prestando cada vez mais atenção ao mercado internacional. Prova disso está no fato de terem voltado a se interessar pelas autorizações de exportação. Agora, além disso, as empresas do setor estão investindo para obter as certificações ambientais que abrem as portas do mercado europeu.
No início de janeiro, por exemplo, a BSBios anunciou a conquista de duas importantes certificações para suas usinas de Marialva (PR) e Passo Fundo (RS): a International Sustainability and Carbon Certification (ISCC) e o Biomass Biofuels Sustainability Voluntary Scheme (2BSvs). Com três operações de exportação no currículo, a empresa queria tornar seu produto mais atraente para o mercado externo.
Pouco mais de três semanas após esse anúncio, o setor ganhou a sua terceira usina com certificação internacional. A Biofuga confirmou a conquista da certificação ISCC para seu biodiesel à base de sebo.
GEEs
Em linhas gerais, as certificações comprovam que os biocombustíveis atendem aos critérios de sustentabilidade exigidos pela Diretiva Europeia de Energia Renovável (RED) relativas à rastreabilidade das matérias-primas utilizadas e à redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).As normas fixadas em 2009 pela RED exigem que a partir de 2017 os biocombustíveis comercializados na União Europeia (UE) reduzam as emissões em pelo menos 50% quando comparados aos combustíveis fósseis que substituem.
O levantamento feito pela ISCC concluiu que o biodiesel de óleo de soja da BSBios atende com folga essa exigência, reduzindo as emissões em cerca de 63,1%. “Não só comprovamos antecipadamente os resultados como demonstramos que conseguimos estar 13% acima do percentual mínimo requisitado”, observa o diretor presidente da empresa, Erasmo Carlos Battistella.
Já o biocombustível de sebo da Biofuga é ainda mais limpo, proporcionando uma redução nas emissões de gás carbônico de até 92,73%, segundo análise da ISCC. “A BioFuga se tornou uma das usinas produtoras de biodiesel com menor impacto ambiental do Brasil”, comemora Paulo José Fuga, gerente da unidade de biodiesel.
Antes da BSBios e da BioFuga, a JBS já tinha obtido a ISCC para seu biodiesel feito de sebo.
