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Argentinos aumentam a mistura

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País passa a adicionar 8% de biodiesel ao diesel que consome
Edição de Ago / Set 2013 2 min de leitura
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País passa a adicionar 8% de biodiesel ao diesel que consome

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País passa a adicionar 8% de biodiesel ao diesel que consome

Cátia Franco, de São Paulo

Enquanto o Brasil ainda continua discutindo o aumento de 5% para 7% na mistura obrigatória de biodiesel no diesel, os nossos hermanos atingiram, em junho, o patamar de 8%. A decisão foi tomada para reduzir as importações de derivados do petróleo.

O Ministério de Energia argentino já havia sinalizado a intenção de elevar a mistura para 10% até o fim do ano passado. Entretanto, o governo de Buenos Aires achou por bem fazer a mudança de forma gradual. Antes do anúncio, o teor da mistura já era de 7%, propiciando uma demanda próxima a 800 mil toneladas anuais (perto de 910 milhões de litros se considerarmos uma densidade de 880 gramas por litro de biodiesel).

A medida foi bem recebida pelo setor, em especial entre as pequenas e médias usinas. “É um aumento da mistura paulatino, pensado, estudado e sustentável, que dá opção de elevar para 10% mais adiante, já que as usinas têm capacidade para isso”, avaliou o diretor da Câmara de Pequenas e Médias Empresas Regionais Produtoras de Biocombustíveis, Francisco Jauregui.
A decisão de elevar o porcentual da mistura também tem outro intento: dar novo fôlego ao pequenos e médios negócios do ramo. Em agosto de 2012, a Argentina anunciou um corte de 15% no valor pago pelo biocombustível consumido no mercado interno, levando várias usinas de pequeno e médio porte a fecharam as portas. Meses depois, pressionado, o governo federal acabou adotando uma política de preços diferenciados, pagando mais pelo biodiesel fabricado pelas plantas de menor porte.
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