


Patrícia Herman, de Curitiba
O ano de 2013 começou bastante agitado para a indústria de biodiesel, com o Diário Oficial da União recheado de publicações importantes para o setor. Somente entre fevereiro e março, nada menos do que sete usinas diferentes receberam da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizações para construir, ampliar, operar ou comercializar. Isso sem contar novos registros na Receita Federal e concessões do Selo Combustível Social.
Com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, nada menos do que três usinas fizeram sua estreia durante o 30º Leilão da ANP.
A Potencial Biodiesel, da cidade de Lapa (PR), conseguiu, de uma única tacada e em menos de um mês, as autorizações de operação e de comercialização da ANP, o registro da Receita Federal e o Selo Combustível Social do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Essa foi a primeira vez, desde a mudança no sistema de leilões em maio passado, que uma usina novata consegue fazer sua estreia no mercado já no lote exclusivo para empresas com selo.
A Biofuga, de Camargo (RS), não ficou muito atrás. Obteve a autorização para operação no dia 18 de fevereiro e duas semanas depois já estava de posse do registro da Receita. Ficou só faltando o Selo Social.
Ainda que num ritmo mais lento, quem também se habilitou para participar do Leilão 30 foi a veterana ADM, que finalmente colocou sua unidade de Joaçaba (SC) no mercado. Entre a conquista da autorização de comercialização e a publicação do Registro Especial de Produtor de Biodiesel na Receita Federal, ocorrida no dia 12 de março, transcorreram três meses.

Investimentos
Nessa onda de publicações do início do ano, também se destacaram novos investimentos. A BSBios de Marialva (PR) completou seu processo de ampliação da capacidade produtiva, que passou de 127 milhões de litros por ano para 183 milhões de litros. As autorizações de operação e de comercialização da usina paranaense saíram durante o mês de março.A outra unidade da empresa, em Passo Fundo (RS), também recebeu sua parcela de investimentos, embora não tenha mudado a capacidade instalada. Ela foi autorizada pela ANP a aumentar seu parque de tancagem, com a construção de um tanque de ácido clorídrico com capacidade para 35 metros cúbicos, além de adquirir uma caldeira que pode produzir até 30 mil quilos de vapor por hora para os processos industriais da usina. A unidade gaúcha também foi liberada para operar quatro novos tanques: um para óleo vegetal, dois para biodiesel e um para ácido clorídrico.
Para a Camera Agroalimentos, a boa notícia foi a obtenção da autorização de construção de uma usina de biodiesel no município de Estrela (RS). O documento foi publicado no dia 21 de março e permite que a planta seja construída com uma capacidade de até 234 milhões de litros por ano. Essa é a mesma capacidade produtiva da outra unidade da Camera, em Ijuí (RS). Quando a nova unidade estiver em operação, a companhia deverá se tornar a quarta maior do setor.
Outro investimento interessante divulgado no período foi o da Bocchi, que ampliou sua usina de biodiesel localizada no município de Muitos Capões (RS) antes mesmo da sua conclusão. A previsão era que a planta tivesse uma capacidade para até 86,4 milhões de litros por ano, mas, com as autorizações de construção e operação publicadas no dia 22 de março, o número foi expandido para 108 milhões.