


Para a produção de biodiesel em larga escala, o Brasil nunca teve produção de outra matéria- -prima em volume suficiente para abastecer o mercado. Infelizmente, muito pouco foi feito para estimular o desenvolvimento de culturas alternativas.
Quanto à rota etílica, a opção foi a mais fácil: incentivar a tecnologia que já estava pronta, a metílica. Assim perdeu o planeta, já que o biodiesel metílico carrega junto um derivado fóssil. Ademais, no caso brasileiro o metanol é importado, onerando ainda mais a balança comercial.
Esses dois itens são as duas maiores frustrações que tive nestes dez anos envolvido com o biodiesel.
Em contrapartida, as alegrias foram muitas. Desde ver a produção do primeiro litro de biodiesel até os bilhões de litros que são consumidos atualmente. Da construção da primeira usina com capacidade de 5 mil litros/dia até as megausinas de hoje com capacidade para centenas de milhares de litros por dia.
Ver um portal da internet, que no dia 1º de setembro de 2003 começou a dar visibilidade a uma pequena e pioneira usina de biodiesel construída em Goiás, tornar-se uma referência para o setor no Brasil e no mundo, é motivo de grande orgulho para mim. São poucos os setores industriais brasileiros que têm à disposição uma cobertura de informações como o setor de biodiesel possui.
Outras atividades e desafios não me possibilitam continuar acompanhando o setor de biodiesel diariamente, e por isso, após cinco anos e oito meses, 34 edições, esta será a última coluna que escrevo para a revista. Mas continuarei acompanhando o desenvolvimento do mercado atuando como conselheiro da BiodieselBR. Assim, quero externar minha alegria de ver o Julio Cesar e o Miguel Angelo continuarem à frente de um trabalho vislumbrado como uma o p o r t u n i d a d e quase dez anos atrás. Não tenho dúvidas de que eles continuarão fazendo um jornalismo com imparcialidade e responsabilidade, levando a cada um de vocês a informação correta e precisa para ajudar no desenvolvimento deste importante setor.