O óleo diesel voltou a subir no início de março, coisa de 5%. Com os 5,4% que aumentara em janeiro, o combustível soma alta de quase 22% no acumulado de quatro reajustes nos últimos nove meses. E ainda assim, continua defasado.
Edição de Abr 2013 / Mai 2013 ··5 min de leitura
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O óleo diesel voltou a subir no início de março, coisa de 5%. Com os 5,4% que aumentara em janeiro, o combustível soma alta de quase 22% no acumulado de quatro reajustes nos últimos nove meses. E ainda assim, continua defasado.
O óleo diesel voltou a subir no início de março, coisa de 5%. Com os 5,4% que aumentara em janeiro, o combustível soma alta de quase 22% no acumulado de quatro reajustes nos últimos nove meses. E ainda assim, continua defasado.
Lá no aumento de janeiro, não faltou quem dissesse que ele só não fora maior por causa da adição de biodiesel no litro do derivado de petróleo. Os preços praticados no leilão do biocombustível no mês seguinte na ANP – abaixo do valor do litro de diesel nos postos de abastecimento – comprovaram a tendência de competitividade do produto, sobretudo com a oferta elevada de matéria-prima graças à safra recorde de soja.
Como nós do setor não cansamos de dizer, o biodiesel não é um substituto do diesel, mas uma alternativa complementar, menos poluente e com potencial de geração de empregos 113% superior.
Além de refrear a alta do diesel, como o aumento da mistura de etanol fez com a gasolina, o biodiesel pode contribuir em muito mais do que apenas no reequilíbrio do saldo da balança comercial.
Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP), de 2008 a 2011 sua fabricação evitou o desembolso de R$ 11,5 bilhões na importação de diesel. Ainda assim, pagamos US$ 6,6 bilhões, cerca de R$ 14 bilhões, nas compras externas do combustível no ano passado.
No mesmo período, a Fipe apurou um valor agregado pelo biodiesel ao Produto Interno Bruto brasileiro de R$ 12 bilhões. Então, nunca será demais repetir, por que não lançar mão de um segmento que pode fazer muito mais pela economia do país, sem falar no meio ambiente? Por que não aumentar a mistura de biodiesel no diesel, como farão com o etanol na gasolina? Os impactos ambientais e socioeconômicos estão mais que comprovados.
Se o Brasil dispõe de um pré- -sal verde que opera com 55% de capacidade ociosa, por que não usá-lo? Por que não fomentar a exportação, por exemplo? Há muito tempo não nos faltam perguntas sem respostas.
Relatório da Energy Information Administration (EIA) aponta que daqui a dois anos os Estados Unidos tomarão a liderança da Rússia na produção de gás natural, e, em 2017, a da Arábia Saudita na de petróleo.
Autonomia de alimentos e energia são prerrogativas fundamentais para um país se tornar uma potência. Os EUA, que já o são por outros motivos, e o Brasil são dos poucos que quase poderiam se vangloriar disso, não estivéssemos tão dependentes das importações de diesel e gasolina, enquanto a exploração do pré-sal não engrena de vez.
Enquanto os EUA redesenham o eixo geopolítico da produção energética no planeta, o Brasil não parece saber como assumir seu protagonismo nesse cenário.
O óleo diesel voltou a subir no início de março, coisa de 5%. Com os 5,4% que aumentara em janeiro, o combustível soma alta de quase 22% no acumulado de quatro reajustes nos últimos nove meses. E ainda assim, continua defasado. Lá no aumento de janeiro, não faltou quem dissesse que ele só não fora maior por causa da adição de biodiesel no litro do derivado de petróleo. Os preços praticados no leilão do biocombustível no mês seguinte na ANP – abaixo do valor do litro de diesel nos postos de abastecimento – comprovaram a tendência de competitividade do produto, sobretudo com a oferta elevada de matéria-prima graças à safra recorde de soja. Como nós do setor não cansamos de dizer, o biodiesel não é um substituto do diesel, mas uma alternativa complementar, menos poluente e com potencial de geração de empregos 113% superior. Além de refrear a alta do diesel, como o aumento da mistura de etanol fez com a gasolina, o biodiesel pode contribuir em muito mais do que apenas no reequilíbrio do saldo da balança comercial. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP), de 2008 a 2011 sua fabricação evitou o desembolso de R$ 11,5 bilhões na importação de diesel. Ainda assim, pagamos US$ 6,6 bilhões, cerca de R$ 14 bilhões, nas compras externas do combustível no ano passado. No mesmo período, a Fipe apurou um valor agregado pelo biodiesel ao Produto Interno Bruto brasileiro de R$ 12 bilhões. Então, nunca será demais repetir, por que não lançar mão de um segmento que pode fazer muito mais pela economia do país, sem falar no meio ambiente? Por que não aumentar a mistura de biodiesel no diesel, como farão com o etanol na gasolina? Os impactos ambientais e socioeconômicos estão mais que comprovados. Se o Brasil dispõe de um pré- -sal verde que opera com 55% de capacidade ociosa, por que não usá-lo? Por que não fomentar a exportação, por exemplo? Há muito tempo não nos faltam perguntas sem respostas. Relatório da Energy Information Administration (EIA) aponta que daqui a dois anos os Estados Unidos tomarão a liderança da Rússia na produção de gás natural, e, em 2017, a da Arábia Saudita na de petróleo. Autonomia de alimentos e energia são prerrogativas fundamentais para um país se tornar uma potência. Os EUA, que já o são por outros motivos, e o Brasil são dos poucos que quase poderiam se vangloriar disso, não estivéssemos tão dependentes das importações de diesel e gasolina, enquanto a exploração do pré-sal não engrena de vez. Enquanto os EUA redesenham o eixo geopolítico da produção energética no planeta, o Brasil não parece saber como assumir seu protagonismo nesse cenário.