BRASIL E PORTUGAL - Petrobras e Galp
O acordo entre a Petrobras e a Galp que previa uma joint venture na construção de uma usina de biodiesel em Portugal ainda não deslanchou. No começo de dezembro, o agora ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, reafirmou à imprensa portuguesa o compromisso da estatal brasileira para com o projeto. Contudo, ele confirmou que a usina não ficará pronta em 2014 como previsto no cronograma original. Segundo o dirigente, a usina será a porta de entrada da Petrobras no mercado europeu de biocombustíveis. Ela transformará em biodiesel parte do óleo de palma que será produzido nas plantações que a Petrobras Biocombustível está implantando no Estado do Pará. Os investimentos ainda dependem de um refinamento maior da legislação portuguesa para o biodiesel, que, nas palavras de Gabrielli, ainda não está clara.
SUBSÍDIO - EUA retira incentivo ao biodiesel
O subsídio de US$ 1 que a usinas de biodiesel dos Estados Unidos recebiam por galão produzido não foi renovado. O congresso norte-americano entrou em recesso antes de tomar uma decisão sobre a renovação do incentivo, que acabou expirando em 31 de dezembro. Esta não é a primeira vez que algo assim acontece. No final de 2009, o incentivo também foi descontinuado, o que provocou uma retração da indústria ao longo de 2010 com diversas usinas paralisando suas operações. Com a volta dos incentivos em 2011, a produção norte-america de biodiesel vivenciou uma forte expansão e produziu mais de 3,4 bilhões de litros, contra 1,3 bilhão produzidos no ano anterior. Só no ano passado o governo de Washington desembolsou cerca de US$ 800 milhões para apoiar a produção do biodiesel.
RECICLAGEM - Aumenta o interese nos OGRs
A fabricação de biodiesel a partir de óleos e gorduras reaproveitados (OGRs) está conquistando cada vez mais simpatia entre os motoristas dos países desenvolvidos. Em muitos lugares, já há uma subcultura que valoriza a reciclagem de óleo de cozinha e a produção de biodiesel para consumo próprio como uma atitude ambientalmente virtuosa e até “descolada”. Mas a consolidação dessa cena está levando os donos de bares e restaurantes a repensarem o valor de seu óleo de cozinha usado. O quilo do material chega a valer US$ 0,40. Um ecossistema de empresas dedicadas à reciclagem de OGRs está começando a florescer – de fabricantes de kits para a produção caseira do biocombustível a empresas especializadas na coleta de óleo usado.