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Notas Tecnológicas: estudo, algas e nanopartículas

Edição de Jun / Jul de 2011 2 min de leitura

ESTUDO - Alternativa para a glicerina

Grande parte da glicerina gerada durante o processo de fabricação do biodiesel é atualmente queimada em caldeiras para gerar energia. A prática tem sido criticada por emitir substâncias tóxicas e diminuir a vida útil das caldeiras. Com alguns dos problemas desse procedimento em mente, Aymer Maturana, doutorando em engenharia química pela USP de São Carlos, vem pesquisando há três anos o aproveitamento energético da glicerina. Em seu estudo, o pesquisador avalia as emissões, a transferência de calor e os aspectos operacionais da combustão direta do material. Até o momento, Maturana informou que o resultado da pesquisa indica que “a combustão direta de glicerina bruta é um processo viável na parte técnica, econômica e ambiental”.

PROBLEMAS - Algas em apuros

Pesquisadores da Universidade Estadual do Kansas nos Estados Unidos concluíram que seria preciso subverter as leis da física para que o biodiesel de algas fosse 100% sustentável. Batizada “Sustainability of algae-derived biodiesel: A mass balance approach”, a pesquisa foi destaque de capa da publicação especializada Bioresource Technology. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores criaram um fluxograma de toda a cadeia de produção e consumo do biodiesel de algas e mediram o balanço de carbono em cada ponto do sistema. Os resultados indicam que dá para fazer biodiesel sustentável de algas, mas que a produção diária de biomassa seria de apenas 50 g/m². “Algumas estimativas populares colocam a produção de algas por metro quadrado entre 200 a 500 gramas. A não ser que consigamos modificar o sol, esse tipo de produção é fisicamente impossível”, ironiza o líder do estudo, Peter Pfromm. Veja mais detalhes deste estudo em: www.is.gd/algas2.

PESQUISA - Nanopartículas

Um estudo elaborado pelos pesquisadores R. B. Anand e J. Sadhik Basha, do Instituto Nacional de Tecnologia da Índia, descobriu que a adição de nanopartículas de óxido de alumínio melhora o desempenho e reduz as emissões do biodiesel. Os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of Renewable and Sustainable Energy. Com diâmetro de 51 bilionésimos de metro, as nanopartículas facilitam a mistura entre ar e combustível, garantindo uma queima mais completa. A emulsão com 100 ppm de nanopartículas elevou a eficiência térmica da combustão para 29,4%. O biodiesel puro apresenta um índice de 24,9%. As emissões de óxidos de nitrogênio do combustível com maior teor de partículas não passam de 870 ppm, contra 1.282 ppm do biodiesel sem misturas.

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