EUROPA - Matérias-primas do velho continente
A colza corresponde a 65% do biodiesel fabricado na Europa. Em termos absolutos, isso significa que 6,5 milhões de toneladas de óleo de colza foram transformadas em biodiesel no ano passado. O óleo de soja ficou em segundo lugar, com 15% do mercado. Contudo, o crescimento da soja esbarra nos rígidos padrões europeus, que exigem que esse óleo seja misturado a outras matérias- -primas. Destaque foi o crescimento do uso de sebo e de óleo de cozinha usado, que, juntos, somaram 9% do volume total.
ARGENTINA - Vizinhos em expansão
A produção de biodiesel na Argentina continua de vento em popa. A projeção da Bolsa de Grãos de Rosário é que o volume produzido pelas usinas cresça 24% esse ano, chegando a 3,1 milhões de toneladas. Se o número se concretizar, a Argentina deverá ultrapassar o Brasil no ranking dos maiores produtores do mundo. O posto de maior exportador de biodiesel do mundo já é da Argentina: no ano passado, eles exportaram 1,3 milhão de toneladas do produto. De acordo com a consultoria Hart Energy, a demanda por biocombustíveis vai crescer 133% até 2020. Para ganhar uma fatia maior nesse mercado, os 12 maiores produtores de biodiesel da Argentina estão investindo US$ 900 milhões na construção e ampliação de usinas. Mas, segundo a Câmara Argentina de Biocombustíveis, há menos empresas ingressando no setor, o que pode indicar que o ponto de saturação do mercado argentino está próximo.
ECONOMIA - Biocombustíveis e a pobreza extrema
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) defendeu os investimentos em biocombustíveis como forma de estimular a criação de empregos e elevar a renda da população mais pobre. A posição da entidade reforça que tanto o etanol como o biodiesel podem ajudar a garantir a segurança alimentar e ajudar a dissipar a teoria de que os biocombustíveis competem com os alimentos. A FAO vai ainda mais longe e afirma que os combustíveis “verdes” podem desencadear investimentos necessários em infraestrutura agrícola e de transporte em áreas rurais e estimular a criação de empregos em países de economia agrícola. “O desenvolvimento da bioenergia oferece a oportunidade de impulsionar o investimento e o emprego em áreas que estão literalmente morrendo de fome”, disse o diretor de Bioenergia e Segurança Alimentar da FAO, Heiner Thofern. As declarações da entidade podem ajudar o setor de biodiesel. É que o governo federal se prepara para lançar um programa para erradicar a pobreza extrema no país e o papel dos biocombustíveis ainda é incerto dentro dessa iniciativa.