Produção mundial de biodiesel: Brasil foi o quarto em 2008
Argentina revisa números de produção em 2008 e Brasil se torna o quarto maior
produtor de biodiesel, com perspectivas de ser o segundo em 2009
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Argentina revisa números de produção em 2008 e Brasil se torna o quarto maior
produtor de biodiesel, com perspectivas de ser o segundo em 2009
Alice Duarte, de Curitiba
O Brasil passou da quinta
para a quarta posição no
ranking mundial dos maiores
produtores de biodiesel
no ano passado. Tudo porque a
Câmara Argentina de Energias
Renováveis revisou os números da
produção do combustível no país.
De 1,21 bilhão de litros, o volume
fabricado na Argentina caiu para
1,09 bilhão de litros (contra 1,16
bilhão de litros do Brasil). A instituição
pediu desculpas pelo erro.
Apesar da falta de um programa
de governo voltado para o biodiesel
na Argentina, a produção
deste país, comparada com a do
Brasil, teve um crescimento maior
em relação a 2007 (veja gráfico).
No entanto, o biodiesel nacional,
alavancado com a criação do Programa
Brasileiro de Produção e
Uso de Biodiesel (PNPB), reside
em bases mais sólidas e dá sinais
de estar mais preparado para turbulências,
proporcionando menores
oscilações no volume de produção
das indústrias.
A produção dos líderes mundiais
– Estados Unidos e Alemanha
– vêm caindo significativamente
este ano. Dois terços da
capacidade de produção americana
está ociosa, segundo o Comitê
Nacional de Biodiesel dos Estados
Unidos (NBB, na sigla em inglês).
O biodiesel foi bastante prejudicado
pela recessão e pela queda na
cotação do petróleo. A expectativa
é que os EUA fiquem em terceiro
ou quarto lugar no ranking em
2009.
Situação semelhante enfrenta
a indústria alemã, que está operando
com 20% da capacidade por
causa do aumento nos impostos
sobre o biocombustível. Os usineiros
calculam que a produção fique
reduzida a cerca de 1,13 bilhão de
litros, menos da metade da registrada
nos dois últimos anos.
Um estudo apontou que a
União Européia, por ter produção
insuficiente, não vai conseguir
cumprir a meta de adicionar
5,75% de biodiesel no diesel até
dezembro de 2010. Isso vai abrir
grandes oportunidades para países
exportadores como Argentina,
Malásia e EUA. É importante
ressaltar que a maioria dos países
estabeleceu suas indústrias de biodiesel
focadas primeiramente no
mercado interno, e que somente
depois buscaram mecanismos de
exportação. As exceções são a Argentina
e a Malásia.
Se não houver freio para a indústria
francesa, o Brasil poderá
terminar 2009 em segundo lugar
no ranking dos maiores produtores,
com 1,5 bilhão de litros, à
frente de Argentina, Alemanha e
EUA.