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Crambe: Manejo


BiodieselBR.com - 05 mar 2007 - 12:51 - Última atualização em: 23 jan 2012 - 09:56
Manejo

Para resultados positivos no campo são necessários alguns cuidados com o manejo da lavoura. Renato Roscoe recomenda, em primeiro lugar, a utilização de sementes de boa qualidade e de procedência confiável. Também é necessário efetuar o plantio na época adequada de tal forma que se tenha uma boa umidade para uma germinação uniforme da planta. Ele sugere ainda que seja feito o plantio em linhas de 21 a 45 centímetros, evitando o plantio a lanço. “Trabalhar em solos corrigidos e com bom nível de fertilidade pode fazer muita diferença. Fazer uma boa dessecação e limpeza da área também evita a competição no estágio inicial de desenvolvimento do crambe. É preciso monitorar atentamente a lavoura, para controle de eventuais pragas e doenças, e regular de forma adequada a colheitadeira, para evitar perdas por derriça”, aconselha o engenheiro florestal.

Pitol, da Fundação MS, lembra que os agricultores acostumados a lidar com os grãos mais comuns no país não devem encontrar dificuldades na lida com crambe. Segundo ele, tanto semeadeiras usadas no plantio de cereais, como a aveia, por exemplo, quanto plantadeiras utilizadas nas áreas de soja, com as devidas adaptações, podem servir bem para o trabalho em uma lavoura de crambe.


Melhoramento genético

Tendo em vista as boas perspectivas para a expansão da cultura, nos últimos anos a Fundação MS vem realizando pesquisas para aperfeiçoar o sistema de produção do crambe. Há um programa de melhoramento, que busca o desenvolvimento de cultivares mais avançados. Em parceria com universidades e outros órgãos de pesquisa, estão sendo executados projetos que viabilizem, por exemplo, o uso do farelo do crambe na alimentação animal sem restrições, visto que o farelo é uma fonte protéica expressiva, com cerca de 32% de proteína bruta. “Isso também é importante para a viabilidade econômica da cultura”, diz Pitol.

O problema, explica o pesquisador da fundação, é que o consumo do farelo in natura obtido por prensagem do grão é limitado a apenas 5% do peso da ração, em função da presença de glucosinolato, substância que reduz a eficiência alimentar e o ganho de peso do animal. “Essa limitação certamente será um problema quando houver disponibilidade de farelo em grandes volumes. Mas estamos trabalhando muito em busca de soluções, como a extração total do óleo, por meio de solvente, para o uso do farelo sem restrições”, ressalta.