Cinética: notas sobre biodiesel
Por Miguel Angelo Vedana
Por Miguel Angelo Vedana
Brasil Bioenergia
A Brasil Bioenergia, que irá se instalar na cidade de Nova Andradina (MS), está tentando viabilizar uma parceria com a Cooagri (Cooperativa Agropecuária e Industrial). A cooperativa, que é a 24ª maior empresa do Centro-Oeste e conta com uma excelente rede de produtores no Estado, está passando por dificuldades financeiras. A idéia da Brasil Bioenergia é usar essa rede para conseguir soja nos primeiros anos de produção e convencer os produtores a plantarem pinhão-manso. Em contrapartida a Brasil Bioenergia emprestaria algum capital e, principalmente, traria credibilidade para a cooperativa, que está desacreditada na região.
Cinco usinas
A usina da Brasil Bioenergia no Mato Grosso do Sul deve ficar pronta em 2009, e pode ser apenas a primeira de uma série de usinas. O objetivo da empresa é construir mais cinco unidades de biodiesel no Brasil. Mas só sairão do papel se o empreendimento em Nova Andradina (MS) obtiver sucesso. O objetivo é não dar um passo maior que a perna e ficar com usinas construídas e sem produção, como já ocorreu no setor.
Cbear
A maior usina do mundo tem gerado muitas dúvidas e desconfianças. A capacidade de 600 milhões de litros da Cbear (Companhia Brasileira de Energias Alternativas e Renováveis) é um dos dados que mais tem gerado polêmica. Muitos empresários do setor duvidam que a empresa seja capaz de coordenar uma operação para esmagar 5% de todo a soja produzida em um ano no Brasil. O que pesa contra a empresa é que ainda não existe nenhuma estrutura de armazenagem ou de pessoal montada. Tudo será criado do zero.
A direção da empresa sabe dessas desconfianças, mas está tranqüila. Diz que quando a usina começar a ser erguida as dúvidas acabarão. Quem deve começar a obra é a alemã Lurgi. Segundo a Cbear as negociações com a empresa alemã ainda não foram finalizadas, mas o fechamento é tido como certo. A expectativa dos responsáveis pelo projeto é que o acordo com a Lurgi seja fechado ainda este ano.
Dendê
O potencial gigantesco do Brasil para produzir dendê é alardeado aos quatro cantos por membros do governo. O que pouco se fala é que o Brasil está bem atrás da Colômbia em matéria de área cultivada: são cerca de 100 mil hectares plantados, enquanto a Colômbia já tem 370 mil. A distância deve ficar maior ainda, pois lá existe um plano de expansão já em execução que vai aumentar a área para 500 mil hectares em 2010 e para dois milhões até 2020.
Quem já está aproveitando o potencial do dendê colombiano é a Dedini e a Embrapa. A primeira está projetando duas usinas de biodiesel na região. A segunda fez a venda das mudas e sementes utilizadas no plantio. Essa venda fez da Colômbia o maior comprador de dendê da Embrapa.
Fertibom
O metanol continua reinando absoluto na produção de biodiesel brasileira. De todas as usinas que estão produzindo, a única que o faz com etanol é a Fertibom. Todas as outras utilizam metanol em seu processo. Inclusive a Barrálcool.
A Fertibom tem uma razão a mais para utilizar o álcool ecológico. A glicerina resultante da produção de biodiesel é utilizada na produção de fertilizantes da própria empresa. Se a empresa utilizasse metanol, não poderia dar essa finalidade à glicerina.
Brasil Bioenergia
A Brasil Bioenergia, que irá se instalar na cidade de Nova Andradina (MS), está tentando viabilizar uma parceria com a Cooagri (Cooperativa Agropecuária e Industrial). A cooperativa, que é a 24ª maior empresa do Centro-Oeste e conta com uma excelente rede de produtores no Estado, está passando por dificuldades financeiras. A idéia da Brasil Bioenergia é usar essa rede para conseguir soja nos primeiros anos de produção e convencer os produtores a plantarem pinhão-manso. Em contrapartida a Brasil Bioenergia emprestaria algum capital e, principalmente, traria credibilidade para a cooperativa, que está desacreditada na região.
Cinco usinas
A usina da Brasil Bioenergia no Mato Grosso do Sul deve ficar pronta em 2009, e pode ser apenas a primeira de uma série de usinas. O objetivo da empresa é construir mais cinco unidades de biodiesel no Brasil. Mas só sairão do papel se o empreendimento em Nova Andradina (MS) obtiver sucesso. O objetivo é não dar um passo maior que a perna e ficar com usinas construídas e sem produção, como já ocorreu no setor.
Cbear
A maior usina do mundo tem gerado muitas dúvidas e desconfianças. A capacidade de 600 milhões de litros da Cbear (Companhia Brasileira de Energias Alternativas e Renováveis) é um dos dados que mais tem gerado polêmica. Muitos empresários do setor duvidam que a empresa seja capaz de coordenar uma operação para esmagar 5% de todo a soja produzida em um ano no Brasil. O que pesa contra a empresa é que ainda não existe nenhuma estrutura de armazenagem ou de pessoal montada. Tudo será criado do zero.
A direção da empresa sabe dessas desconfianças, mas está tranqüila. Diz que quando a usina começar a ser erguida as dúvidas acabarão. Quem deve começar a obra é a alemã Lurgi. Segundo a Cbear as negociações com a empresa alemã ainda não foram finalizadas, mas o fechamento é tido como certo. A expectativa dos responsáveis pelo projeto é que o acordo com a Lurgi seja fechado ainda este ano.
Dendê
O potencial gigantesco do Brasil para produzir dendê é alardeado aos quatro cantos por membros do governo. O que pouco se fala é que o Brasil está bem atrás da Colômbia em matéria de área cultivada: são cerca de 100 mil hectares plantados, enquanto a Colômbia já tem 370 mil. A distância deve ficar maior ainda, pois lá existe um plano de expansão já em execução que vai aumentar a área para 500 mil hectares em 2010 e para dois milhões até 2020.
Quem já está aproveitando o potencial do dendê colombiano é a Dedini e a Embrapa. A primeira está projetando duas usinas de biodiesel na região. A segunda fez a venda das mudas e sementes utilizadas no plantio. Essa venda fez da Colômbia o maior comprador de dendê da Embrapa.
Fertibom
O metanol continua reinando absoluto na produção de biodiesel brasileira. De todas as usinas que estão produzindo, a única que o faz com etanol é a Fertibom. Todas as outras utilizam metanol em seu processo. Inclusive a Barrálcool.
A Fertibom tem uma razão a mais para utilizar o álcool ecológico. A glicerina resultante da produção de biodiesel é utilizada na produção de fertilizantes da própria empresa. Se a empresa utilizasse metanol, não poderia dar essa finalidade à glicerina.
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