Mamona

Estudos da mamona: Sementes


BiodieselBR - 01 fev 2006 - 23:00 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:22

Condicionamento osmótico em sementes de mamona

A mamona (Ricinus communis L.) é um arbusto perene, oleaginosa, de relevante importância económica e social, principalmente, no semi-árido nordestino. A germinação uniforme é almejada por todo produtor, visto que facilitará posteriormente o manejo da colheita e comercialização. Existem produtos químicos que controlam a entrada de água das sementes, reestruturando as membranas e melhorando sua qualidade fisiológica, a exemplo o polietilenoglicol (PEG). O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito de um agente osmótico na qualidade fisiológica de sementes de mamona. O ensaio foi realizado no LAS/CCA/UFC, em Fortaleza-CE, de agosto a setembro de 2004. As sementes foram postas para germinar em câmara de germinação com temperatura alternada de 20-30°C e fotoperíodo de 8h/luz e 16h/escuro. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado em esquema fatorial 2x5, sendo dois lotes de sementes (armazenadas e recém-colhidas) e cinco concentrações de PEG 6000 (0,-0,2, -0,4, -0,6 e -0,8 MPa), com 4 repetições. As variáveis analisadas foram porcentagem e índice de velocidade de germinação. O aumento do potencial osmótico de PEG fio favorável à germinação das sementes armazenadas, mas foi indiferente para o lote recém-colhido.

Caracterização de sementes de mamona em diferentes faixas de peso

Sementes de mamona da cultivar BRS 149 Nordestina foram separadas em quatro faixas de peso e dentro de cada faixa se determinou o volume, densidade, percentual de emergência, crescimento e desenvolvimento inicial. O volume foi medido mergulhando-se as sementes em uma proveta, medindo-se o volume de água necessário para preencher o recipiente. As sementes foram então plantadas em vasos plásticos de 10 litros. Aos 20 dias após o plantio, registrou-se o número de plantas emergidas, número de folhas, altura, área foliar e peso da parte aérea. Utilizou-se delineamento inteiramente casualizado, com cinco repetições. Em cada vaso, utilizou-se o valor médio de todas as plantas como valor da parcela. Detectou-se que o volume e a densidade variam de acordo com o peso da semente, mas a relação não é linear. Sobre característica ligadas ao desenvolvimento (percentual de emergência e número de folhas) não se detectou influência do peso da semente, no entanto, houve efeito sobre as características ligadas ao crescimento (área foliar e peso da parte aérea).

Caracterização de sementes de variedades de mamona (Ricinus communis L) na região sul do rio grande do sul

Fontes renováveis de energia são o foco atual no estudo de alternativas ao uso de petróleo e seus derivados para fins energéticos. O PROALCOOL que direcionou o interesse à cana na década de 80 deu lugar, desde 2002, ao Probiodiesel que voltou-se a qualquer biomassa viável, técnica e economicamente. O estudo da mamoneira no Rio Grande do Sul como fonte energética justifica-se pela comprovada potencialidade da espécie no país, pela escassez de dados sobre variedades no estado e pela disponibilidade da espécie na região. Este trabalho consistiu na avaliação de sementes de variedades locais e de materiais já comercializados no Brasil, fornecidos pelo IAC. A extração do óleo com solventes orgânicos foi o principal foco do trabalho. Os dados avaliados demonstraram que o éter etílico alcançou melhor rendimento médio que o hexano, respectivamente, 44,8 e 39,7%. A análise pelo teste Duncan demonstrou que existem quatro grupamentos em função do rendimento médio obtido. A variedade AL Preta, com 48%, obteve maior rendimento, enquanto a Cultivar T1 aparece com o menor valor, cerca de 38%. A caracterização das variedades permite comprovar a viabilidade de explorar a mamoneira como matéria-prima para biocombustível no Sul do Rio Grande do Sul.

Testes de avaliação da viabilidade e do vigor em sementes de mamona

A avaliação da qualidade fisiológica das sementes é um fator fundamental e de grande valia para os diversos segmentos que compõem um sistema de produção de sementes, contribuindo significativamente para a manutenção e o aprimoramento da qualidade deste insumo básico, com reflexos diretos na produtividade agrícola. Com o objetivo de avaliar diferentes testes para a determinação da viabilidade e do vigor de sementes de mamona, utilizaram-se quatro lotes de sementes de mamona, cultivar Guarani, do ano agrícola 2001/02. A qualidade das sementes foi determinada pelos seguintes testes: determinação de teor de água, germinação, primeira contagem de germinação, condutividade elétrica, pH do exsudato (fenalftaleína) e massa de 1000 sementes. Utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições, sendo as médias comparadas pelo teste de Tukey, em nível de 5% de probabilidade. Concluiu-se que os testes de primeira contagem, germinação e pH do exsudato mostraram-se eficientes na diferenciação de lotes em níveis de qualidade. Já o teste de condutividade elétrica, devido possivelmente à baixa permeabilidade do tegumento, não conseguiu diferenciar a qualidade fisiológica dos lotes de sementes.

Comportamento de genotipos de mamona na região produtora de irecê/ba, safra 2002/2003

A atual demanda por cultivares com porte baixo, produtivas e adaptadas à região produtora de mamona na região de Irecê/BA levou à condução deste experimento em que foram avaliados nove genótipos de mamoneira do programa de melhoramento da Embrapa Algodão, tendo como testemunhas as cultivares Sipeal 28, Nordestina e Paraguaçu. O experimento foi conduzido em blocos casualizados com 5 repetições nos municípios de Irecê e Cafarnaum, na Bahia. Avaliou-se: potencial produtivo (kg/ha.), altura do primeiro cacho (cm) e número de dias para florescimento. Ocorreram diferenças estatísticas (P<0,001) entre os locais de avaliação para todas as características e entre genótipos para potencial produtivo e altura do primeiro cacho. Conclui-se que dentre os materiais em teste há um que potencialmente atende as características de demanda para a região, sendo CNPAM 89-156.

Efeito do tempo de embebição em água e remoção da carúncula na germinação de sementes de mamona (Ricinus communis L).

Conduziram-se dois ensaios testando-se o efeito da remoção da carúncula e quatro tempos de embebição em água (0, 4, 8 e 12h) em sementes com um ou dez meses de idade. Os ensaios foram realizados com sementes da cultivar BRS-Nordestina. As sementes foram dispostas em bandejas contendo areia esterilizada (20 por bandeja). No primeiro ensaio as avaliações foram realizadas aos 09, 13 e 17 dias após a semeadura, observando-se a emergência de plântulas. Houve efeito significativo dos tratamentos nas duas primeiras avaliações, mas não na terceira (P=0,0002, P=0,0185 e P=0,4581, respectivamente), provavelmente esse efeito foi devido à remoção ou não da carúncula, sendo notável a maior rapidez de germinação das sementes com carúnculas removidas. Todavia, parece não haver efeito da embebição das sementes em água, ou nas condições em que foi conduzido o ensaio, não se pôde mensurar tal efeito, uma vez que as bandejas foram irrigadas diariamente. No segundo ensaio procedeu-se regressão linear dos dados de germinação, avaliados por 13 dias iniciando-se a avaliação aos oito dias após a semeadura, em função do tempo. A estimativa do parâmetro de inclinação da reta serviu para comparar os tratamentos por intervalo de confiança. O efeito de remoção de carúncula foi significativo em acelerar a germinação. Analisando-se o efeito do tempo de embebição em água, dentro do tratamento remoção de carúncula, não houve efeito do tempo de embebição em relação as sementes intactas. Em sementes com a carúncula removida, o tratamento com 4 horas de embebição foi superior aos demais tratamentos.

Efeito da remoção da carúncula, tratamento químico e tempo de armazenamento na germinação de sementes de mamona (Ricinnus comunis L).

A germinação da mamoneira é considerada lenta devido a uma série de fatores. Visando testar a hipótese de que a retirada da carúncula da semente pode acelerar o processo de germinação, utilizaram-se sementes da cultivar BRS 149 Nordestina em DIC com quatro tratamentos (sementes com ou sem carúncula x com ou sem tratamento fúngico) e cinco repetições em dois ensaios, com sementes armazenadas por um ou dez meses, respectivamente. O tratamento de sementes foi realizado com o fungicida Vitavax-Thiran®. As sementes foram semeadas em bandejas contendo areia esterilizada (20 por bandeja). Três avaliações foram realizadas, contabilizando-se o número de plântulas germinadas. Dentro de cada ensaio não houve diferença significativa. Tomando os dois ensaios em conjunto, houve diferença significativa apenas entre ensaios, com as maiores médias de germinação para as sementes recém armazenadas. Fixando-se os tempos de avaliação, na primeira avaliação do primeiro ensaio houve efeito significativo entre os tratamentos (P = 0,0128), com o tratamento sem remoção de carúncula e sem tratamento fúngico com germinação inferior estatisticamente aos tratamentos com remoção de carúncula. Nas demais avaliações, os tratamentos não diferiram estatisticamente entre si. O processo de remoção de carúncula acelerou a germinação das sementes recém-colhidas. Com as sementes armazenadas por dez meses, não houve efeito da remoção de carúncula ou tratamento de sementes com fungicida.

Caracterização de sementes de mamoneiras asselvajadas coletadas em dez municípios da Paraíba

Sementes de mamoneiras asselvajadas encontradas em áreas de deposição de lixo em dez municípios paraibanos foram coletadas para caracterização. Em cada localidade foram recolhidas 300 sementes, nas quais mediu-se comprimento, largura, altura, densidade, teor de óleo e peso. Todas as medições foram feitas em três repetições de 100 sementes cada, sendo os dados submetidos a análise de variância e teste de médias. Verificou-se grande variabilidade em todas as características analisadas entre os dez municípios. Em média, as sementes tiveram comprimento de 9,4mm, largura de 6,6mm, altura de 4,7mm, densidade 0,81, teor de óleo de 45,1% e peso de O,17g.

Germinação de sementes de mamona tratadas com giberelina (ga3)

Sementes de mamona da cultivar BRS 149 Nordestina foram imersas por 20h em soluções de ácido giberélico (GA3) nas concentrações zero, 200, 400, 600 e 800 ppm e a seguir plantadas em bandejas contendo areia lavada com o objetivo de avaliar o efeito desse hormônio vegetal sobre a germinação. Utilizou-se delineamento inteiramente casualizado com quatro repetições. Cada unidade experimental constou de uma bandeja, onde se plantaram 25 sementes. Diariamente registrou-se o número de sementes emergidas. Aos 15 dias calculou-se o percentual de emergência e o número de dias para germinação de 50% das plantas. Concluiu-se que o hormônio vegetal nas doses utilizadas não influenciou o percentual de germinação nem o tempo para germinação de 50% das sementes de mamona.

Germinação de sementes de mamona em solo irrigado com águas residuárias

O experimento foi conduzido em casa de vegetação do Centro de Ciências e Tecnologia da Universidade Federal de Campina Grande, Departamento de Engenharia Agrícola - PB. Os tratamentos foram definidos por duas condições (solo irrigado com água de abastecimento e irrigado com água residuária urbana) e quatro lâminas de água, (4, 6, 8 e 10 mm). A unidade experimental foi representada por um vaso plástico contendo 9 kg de solo anteriormente cultivado com dois cultivos sucessivos de algodão, irrigado com água de abastecimento e irrigado com água residuária. Usou-se o delineamento inteiramente casualizado em esquema fatorial 2x4, com três repetições. Houve efeito altamente significativo (P< 0,01) para os tratamentos de solo irrigado com diferentes águas, sobre o resultados do índice de Velocidade de Germinação (IVE), com médias de 2,62 e 1,11 para solo irrigado com água de abastecimento e residuária respectivamente. Não havendo efeito significativo para as lâminas de água nem para a interação.

Curva de secagem da mamona (Ricinus communis L)

O presente trabalho teve como objetivo principal determinar experimentalmente a curva de secagem para frutos de mamona (Ricinus communis L) da variedade AL Guarany 2002 para um posterior ajuste de equações de regressão aos dados experimentais em função das temperaturas de secagem. As secagens ocorreram em camadas finas com o ar à temperatura de 50°C, e teor de umidade inicial de 65% base úmida. O trabalho foi realizado com 4 repetições, de leituras pré-determinadas dos parâmetros para obtenção da curva de secagem, que se apresenta em conformidade com as curvas apresentadas por frutos similares.