Mamona

Estudos da mamona: Manejo Cultural


BiodieselBR - 01 fev 2006 - 23:00 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:22

Comparativo entre sistemas de plantio de mamona cv. Brs 149 nordestina: mudas vs sementes

Visando o aproveitamento da curta estação chuvosa do nordeste brasileiro, este trabalho objetivou avaliar o sistema de plantio de mamoneira (Ricinus communis L. cv. BRS 149 Nordestina) por mudas produzidas em saquinhos, em condições de viveiro, e por sementes. Um experimento foi conduzido na Estação Experimental da Embrapa Algodão, localizada no Município de Missão Velha, CE. O transplante das mudas com 40 dias após a emergência e a semeadura foram feitos em 13.03.2004.O delineamento experimental foi de blocos ao acaso com 5 repetições e 7 tratamentos (6 tratamentos com mudas e 1 com sementes). Utilizou-se três substratos (mucilagem de sisal, esterco bovino e solo argiloso), combinados com dois tamanhos de recipientes nas dimensões de R 1-12cm x 15cm x 0,002 cm e R2-15cm x 25cm x 0,002cm . Avaliou-se a percentagem de pegamento, altura do primeiro cacho e da planta, diâmetro caulinar, número de cachos por planta, e das produtividades de sementes e matéria seca das partes aéreas (folhas e caule, ramos e inflorescência). Observou-se um maior pegamento das planta no campo e maior rendimento para plantas produzidas em saquinho em relação as plantas semeadas diretamente no campo.

Crescimento da mamoneira em solo compactado

Mamoneiras da cultivar BRS 149 Nordestina foram semeadas em colunas contendo um solo compactado de forma a atingir densidades variando de 1,04 a 1,73g/cm3. Utilizou-se delineamento em blocos casualizados com quatro repetições e cinco densidades. No período de 5 a 30 dias após a emergência registraram-se valores de altura da planta e diâmetro caulinar a cada cinco dias. Ao final do experimento coletou-se o valor de peso seco das raízes e da parte aérea. O adensamento teve efeito linear sobre todas as características analisadas. A mamoneira mostrou-se muito sensível à compactação do solo, tendo seu crescimento prejudicado, tanto no crescimento das raízes quanto da parte aérea.

Crescimento e produtividades econômica e biológica da mamoneira, Cultivares BRS 149 nordestina e BRS 188 Paraguaçu, em regime de sequeiro no nordeste brasileiro

Objetivando verificarem regime de sequeiro no Carirido Ceará, município de MissãoVelha, no ano de 2003, o comportamento das cultivares de mamona (Ricinus communis L.), BRS 149 Nordestina e BRS 188 Paraguaçu, um experimento foi estabelecido e conduzido. Do plantio à ultima colheita ocorreu uma precipitação pluvial em torno de 700 mm, porém com distribuição irregular, concentrado apenas em dois meses, e o solo de natureza textural argilo-silicoso, adubado na proporção 15-60-30, respectivamente de N, P e K. A população usada foi de 3.333 plantas/ha, no espaçamento de 3,0m x 1,0m. O delineamento foi de blocos ao acaso com dois tratamentos (cultivares) e seis repetições. Considerando o crescimento das plantas, verificou-se que a BRS 188 Paraguaçu cresceu mais em altura total e altura de inserção do primeiro cacho, não havendo diferenças significativas para o diâmetro do caule, número de cachos por planta, números de folhas por planta, largura das folhas, área foliar por folha e área foliar por planta. No tocante às produtividades econômica e biológica por partes da planta, foi verificado que não houve diferenças significativas entre as cultivares. Ambas cultivares tiveram produtividade econômica média de 756 kg de bagas/há e produtividade total primária de 3814 kg de fitomassa/ha.

Produção de mudas de mamona (Ricinus communis L.) Em tubetes com diferentes tamanhos

A produtividade da cultura de mamona está condicionada ao número de cachos por plantas, número de sementes por cacho e peso das sementes. As sementes apresentam baixo poder germinativo e vigor de plântulas, sendo um dos grandes problemas da cultura é a demora para instalação e a desuniformidade da lavoura. A formação de lavouras a partir de mudas formadas em tubetes se apresenta com o uma alternativa para melhor aproveitar o tempo da cultura no campo, tendo em vista que seu crescimento inicial é bastante lento. Dentre os fatores que condicionam o sucesso na produção de mudas em viveiro estão o volume do tubete, o tipo de substrato e a adubação utilizada. As mudas de mamona cultivar Al Guarany 2002, produzidas em tubetes de 120 mL apresentaram-se maiores que aquelas formadas em tubetes de 50 m L. A formação do caulículo é a etapa determinante para a formação de mudas de mamona.

Produção de mudas de mamona cv. BRS 149 nordestina: avaliação preliminar de substrato x recipiente

A estação chuvosa é curta no nordeste e as culturas exploradas precisam ter crescimento rápido para aproveitar a precipitação incidente desde o plantio. A mamona tem germinação e crescimento inicial lento e seu plantio com muda pode ser um a estratégia interessante para maximizar o uso da água. Foram avaliados substratos e recipientes para produção de mudas de mamoneira (Ricinus com munis L. cv. BRS 149 Nordestina), em condições de viveiro em um ensaio na Estação Experimental da Embrapa Algodão, localizada no Município de Missão Velha, CE. As sementes de mamoneira foram semeadas em 23.01.2004. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso com 5 repetições e 6 tratamentos em distribuição fatorial 3 x 2: três substratos (mucilagem de sisal (M ) + esterco bovino (E) + solo argiloso (T), na proporção 1:1:1; M + E (1:1); e M + T (1:1) e dois tamanhos de recipientes nas dimensões (1 - 12cm x 15cm x 0,002cm e 2-15cm x 25cm x 0,002cm ). Os substratos constituídos por M+E (M+E+T eM+E) favoreceram ao crescimento das mudas de mamoneira cv. BRS 149 Nordestina; o recipiente de tamanho 15cm x 25cm x 0,002cm foi o que proporcionou maior crescimento das plantas, podendo ser usado para produção de mudas de mamoneira. Sugere-se o transplante das mudas de mamoneira, para o local definitivo, aos 30 DAE.