Volume fabricado pelas usinas brasileiras atingiu seu maior nível dos últimos sete meses
Maio foi o melhor mês para a indústria nacional de biodiesel em muito tempo. Segundo os dados mais recentes do mercado que foram divulgados nessa quarta-feira (22) pela ANP, os fabricantes informaram a produção de praticamente 539,5 mil m³ de biodiesel no mês passado. Trata-se da maior marca para a produção do biocombustível em sete meses – desde que a mistura obrigatória voltou ao B10 em novembro passado.
Esse resultado chega a ser um alento depois de dois meses nos quais as contrações ficaram acima dos 20% em virtude da comparação entre meses nos quais a mistura obrigatória estava em 13% com outros nos quais a mistura foi reduzida para 10%. Só o corte na mistura justifica um pouco mais 23% na diferença entre a produção das usinas.
Maio foi o melhor mês para a indústria nacional de biodiesel em muito tempo. Segundo os dados mais recentes do mercado que foram divulgados nessa quarta-feira (22) pela ANP, os fabricantes informaram a produção de praticamente 539,5 mil m³ de biodiesel no mês passado. Trata-se da maior marca para a produção do biocombustível em sete meses – desde que a mistura obrigatória voltou ao B10 em novembro passado.
Apesar dessa recuperação na atividade das usinas, o mercado continua operando no negativo. Já são cinco meses seguidos no vermelho embora a sangria tenha ficado bem menor. Na comparação entre maio de 2021 e maio de 2022, contração foi de 0,4%.
Esse resultado chega a ser um alento depois de dois meses nos quais as contrações ficaram acima dos 20% em virtude da comparação entre meses nos quais a mistura obrigatória estava em 13% com outros nos quais a mistura foi reduzida para 10%. Só o corte na mistura justifica um pouco mais 23% na diferença entre a produção das usinas.
Volta do crescimento
Além de ajudar a estancar – ao menos aparentemente – a sangria dos últimos meses, o volume fabricado em maio também foi mais que suficiente para garantir a mistura de 100% do diesel comercializado ao longo do período. Segundo a informação preliminar da ANP, as distribuidoras movimentaram pouco mais de 5,32 milhões de m³ de diesel.
Com isso, a oferta de biodiesel superou a demanda em cerca de 6,8 mil m³ no mês. No ano como um todo, a produção está 26,6 mil m³ abaixo da demanda.
O mercado de diesel traz outra boa notícia para os fabricantes de biodiesel. Depois de dois meses em queda, as vendas de óleo diesel voltaram a ganhar tração e cresceram 6% em relação ao mesmo período do ano passado ajudando a alavancar a produção de biodiesel.
Distribuição
Em maio, houve produção de biodiesel em 14 unidades da federação. São duas a mais – Pará e Rondônia – do que no ano passado.
O Rio Grande do Sul continua liderando a produção nacional de biodiesel com 134,7 mil m³ fabricados, o que representa cerca de um quarto do total fabricado no período.
Goiás (87,7 mil m³) e Mato Grosso (82,8 mil m³) completam o ranking nacional
Entre as regiões brasileiras, o Sul domina o mercado com produção de 242,3 mil m³ o que equivale a 45% do total nacional. O volume fabricado nos estados da região, no entanto, apresentou queda de 4,7%.
Já o Nordeste viu o volume fabricado quase dobrar, indo de 26,6 mil m³ para 51,8 mil m³ no mesmo período. Resultado foi puxado pela produção na Bahia que saltou 120% em um ano e atingiu a marca de 47 mil m³.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com