Com Goiás assumindo a liderança do setor volume de biodiesel fabricado pelas usinas brasileiras se descola da demanda e volta a beirar os 700 mil m³
Ao que parece as usinas brasileiras resolveram antecipar em um mês a chegada do B14. Segundo dados que divulgados na manhã desta segunda-feira (25) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção de biodiesel de fevereiro avançou de extraordinários 53,7% sobre o mesmo mês do ano anterior. Foram colocados à disposição do mercado um pouquinho mais que 699,9 mil m³ de biodiesel puro.
Ao menos uma parte desse aumento pode ser creditado ao aumento da mistura que já foi implementado. Em fevereiro de 2023, a mistura vigente no país ainda era B10, que durou até a virada de março para abril quando o país voltou a usar o B12.
O mercado de diesel também contribuiu com uma parte. Informações preliminares da ANP indicam que o mercado brasileiro movimentou 5,07 milhões de m³ de diesel em fevereiro – alta de 5,5%.
Ao que parece as usinas brasileiras resolveram antecipar em um mês a chegada do B14. Segundo dados que divulgados na manhã desta segunda-feira (25) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção de biodiesel de fevereiro avançou de extraordinários 53,7% sobre o mesmo mês do ano anterior. Foram colocados à disposição do mercado um pouquinho mais que 699,9 mil m³ de biodiesel puro.
Ao menos uma parte desse aumento pode ser creditado ao aumento da mistura que já foi implementado. Em fevereiro de 2023, a mistura vigente no país ainda era B10, que durou até a virada de março para abril quando o país voltou a usar o B12.
O mercado de diesel também contribuiu com uma parte. Informações preliminares da ANP indicam que o mercado brasileiro movimentou 5,07 milhões de m³ de diesel em fevereiro – alta de 5,5%.
Mesmo somados, contudo, esses dois fatores não explicam o tamanho deste salto na atividade das usinas, o que fez com que a produção de biodiesel descolasse, com força, da demanda. A estimativa é que o mercado doméstico tenha consumido perto de 595 mil m³ de biodiesel puro o que deixa mais de 105 mil m³ de biodiesel de saldo. O maior já registrado em toda a história do setor.
E, em fevereiro, não tivemos exportações para ajudar a escoar parte desse saldo de produção.
Apenas nos dois primeiros meses deste ano, as usinas acumularam 114,5 mil m³ em estoques.
Goiás na liderança
A maior parte de toda essa aceleração na produção de fevereiro veio do Centro-Oeste. As usinas da região fabricaram um total 332,4 mil m³, o que correspondeu a cerca de 47,5% do total de biodiesel fabricado pelo país no último mês, ultrapassando a Região Sul que – normalmente – lidera o ranking.
Na comparação com o ano passado, o Centro-Oeste agregou mais 146,5 mil m³ ao volume de biodiesel fabricado o que representa um avanço de 78,8% sobre o desempenho registrado em fevereiro de 2023. No mesmo período a Região Sul avançou 76,5 mil m³ – ou 41,3% – para chegar aos atuais 261,6 mil m³.
Esse avanço do Centro-Oeste foi puxado principal por Goiás que mais do que dobrou sua produção entre o ano passado e agora e tomou a liderança do mercado brasileiro com mais de 158,5 mil m³ fabricados. Menos superlativo – mas também robusto – foi o crescimento no Mato Grosso, onde a produção aumentou 68,5% para chegar a 142,1 mil m³.
Esse sprint fez com que a Rio Grande do Sul caísse da primeira para a terceira colocação do mercado, com as usinas gaúchas colocando 138,1 mil m³ – aumento de 25,5% – à disposição das distribuidoras.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com