As usinas reportaram vendas de 1,59 milhão de m³ de biodiesel entre os meses de julho e agosto. Entregas da Cargill no mês de julho continuam ‘zeradas’
Mesmo sem a correção dos dados do mês de julho – que seguem sem os volumes das 4 usinas da Cargill] – o Brasil voltou a bater recorde de entregas de biodiesel. Segundo a atualização mais recente das planilhas mantidas pela ANP, as usinas informaram que venderam pouco mais de 1,59 milhão de m³. Esse volume está quase 7% acima dos 1,49 milhão de m³ contabilizados no 3B deste ano.
Mesmo sem a correção dos dados do mês de julho – que seguem sem os volumes das 4 usinas da Cargill] – o Brasil voltou a bater recorde de entregas de biodiesel. Segundo a atualização mais recente das planilhas mantidas pela ANP, as usinas informaram que venderam pouco mais de 1,59 milhão de m³. Esse volume está quase 7% acima dos 1,49 milhão de m³ contabilizados no 3B deste ano.
Segundo a ANP, as usinas entregaram aproximadamente 835,8 mil m³ de biodiesel em agosto, equivalente a pouco mais de 51,3% dos 1,63 milhão de m³ que foram contratados pelos distribuidores. O montante de julho, no entanto, ficou nos mesmos 757,4 mil m³ informados pela agência reguladora no final do mês passado.
Isso apesar de a ANP já ter corrigido os números referentes à produção de biodiesel. A produção de julho foi elevada para 822 mil m³, 72,2 mil m³ acima do valor informado originalmente. Foram feitos acréscimos nos volumes reportados para os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Tocantins – precisamente os estados onde a Cargill tem suas usinas.
Ainda sem Cargill
Ainda assim, o documento mais recente não mostra entregas da Cargill no mês de julho. Já em agosto, a fabricante foi a quarta maior vendedora de biodiesel do país, com 72,8 mil m³ entregues às distribuidoras.
Com base nos dados atuais, o volume de biodiesel que comprovadamente foi movimentado equivale a 97,7% do total contratado, o que já garante ao 4B a melhor performance de entregas desde a introdução do B14 em março passado. O resultado, no entanto, ainda está consideravelmente abaixo dos 99,4% que o setor tem entregado desde que a comercialização do biodiesel migrou do antigo sistema de leilões para o de contratação.
Se atribuirmos à Cargill o valor médio que ela vem entregando ao longo deste ano – 56,8 mil m³ mensais –, o resultado de julho subiria para 814,2 mil m³, e o do bimestre para 1,65 milhão de m³. Mais que o suficiente para que as entregas do 4B voltassem a superar a barreira dos 100%.
Esse valor também ficaria relativamente próximo ao volume de biodiesel reportado pelos distribuidores. Segundo a outra ponta do mercado, mais de 1,67 milhão de m³ de biodiesel chegaram às bases de distribuição – um descompasso de 4,9% em relação ao que teria saído das usinas no mesmo período.
MT e Oleoplan lideram
Com base nas informações que temos no momento, o Mato Grosso foi o estado que mais entregou biodiesel, com 365,6 mil m³ vendidos ao longo de julho e agosto. São quase 16% de vantagem sobre o volume reportado pelo Rio Grande do Sul.
No total, 14 unidades da federação reportaram vendas de biodiesel nos últimos dois meses.
Já entre os fabricantes, a Oleoplan assumiu a liderança do ranking, com 167,8 mil m³ de biodiesel vendidos a partir de suas quatro unidades produtivas – Cacoal (RO), Iraquara (BA), Tomé-Açu (PA) e Veranópolis (RS). Completam o pódio a Potencial, com 147,3 mil m³ fabricados, e a Be8, com 144,7 mil m³.
Com base nos valores médios do biodiesel apurados pela ANP no 4B, a Oleoplan faturou perto de R$ 860 milhões no período, enquanto o setor como um todo teve receitas de aproximadamente R$ 8,16 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com