Contratos celebrados entre usinas e distribuidoras para o último bimestre do ano passam de 1,08 milhão de m³
Aos poucos o mercado de biodiesel está saindo do espeço nevoeiro pelo qual vinha caminhando desde maio quando um ataque cibernético que tirou os sistemas da ANP do ar. Nessa quarta-feira (09), a ANP disponibilizou o volume de biodiesel contratado para abastecer o mercado durante o 6° Bimestre (6B) do ano. No total, distribuidoras e usinas transacionaram um pouco mais de 1,08 milhão de m³ de biodiesel.
Embora a ANP esteja devendo os números referentes ao 5B. O volume de biodiesel contratado para atender ao mercado da mistura obrigatória nos meses de novembro e dezembro foi o maior até este momento. Ele supera – mesmo que por muito pouco – o último volume conhecido por uma margem de 1,7%.
Aos poucos o mercado de biodiesel está saindo do espeço nevoeiro pelo qual vinha caminhando desde maio quando um ataque cibernético que tirou os sistemas da ANP do ar. Nessa quarta-feira (09), a ANP disponibilizou o volume de biodiesel contratado para abastecer o mercado durante o 6° Bimestre (6B) do ano. No total, distribuidoras e usinas transacionaram um pouco mais de 1,08 milhão de m³ de biodiesel.
Embora a ANP esteja devendo os números referentes ao 5B. O volume de biodiesel contratado para atender ao mercado da mistura obrigatória nos meses de novembro e dezembro foi o maior até este momento. Ele supera – mesmo que por muito pouco – o último volume conhecido por uma margem de 1,7%.
Esse volume de biodiesel permite a venda de 10,8 milhões de m³ de óleo diesel B no último bimestre de 2022. Se confirmada essa quantidade, a demanda nacional de diesel terá um crescimento de 8,1% na comparação com o ano passado, quando o consumo do derivado ficou apenas um pouco acima dos 10 milhões de m³.
Acima da meta
Assim como aconteceu em todos os bimestres até agora, a quantidade de biodiesel contratada ficou muito acima das metas estipulada pelas regras do novo modelo de comercialização. No caso dos distribuidores, o volume contratado ficou 37,8% acima do volume esperado, que era pouco menor que 787,4 mil m³.
Para as usinas – cujas metas do bimestre eram de 810,4 mil m³ –, a distância é um pouco mais estreita, ficando em 33,9%.
A BSBios foi a fabricante que mais vendeu biodiesel no bimestre. A empresa fechou contratos que somam 124,8 mil. Esse volume é 1,4% maior do que a meta que a empresa tinha para o bimestre que era de 123,1 mil m³.
O grande destaque do bimestre, contudo, foi a Olfar que mais do que dobrou a meta. Dos 55,4 mil m³ esperados pela ANP, a empresa contratou 115,2 mil m³ de biodiesel – 107,7% acima da meta.
Há também um grupo 10 fabricantes que fecharam contatos mesmo sem ter qualquer meta para o bimestre. Juntas, essas empresas colocaram 213 mil m³ no mercado – o equivalente a 19,6% do total negociado.
No outro lado, temos 8 fabricantes que não atingiram suas metas deixando o mercado 113,6 mil m³ mais ‘curto’. A maior diferença entre metas e contratação efetiva coube à Granol cujo volume contratado de 21,3 mil m³ ficou 55,8 mil m³ abaixo do que seria esperado.
Distribuidoras
Já entre as 97 distribuidoras que tinham metas de contratação a cumprir, 13 não conseguiram contratar todo o biodiesel do qual precisavam para o bimestre.
Destas, sete distribuidoras não compraram qualquer biodiesel de forma antecipada. Pelas regras, estas empresas estão com as vendas de óleo diesel suspensas no 6B.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com