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B12 não chegou a aumentar a atividade das usinas em setembro

Produção do setor se manteve estável mesmo com aumento de dois pontos percentuais na mistura obrigatória

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O retorno do B12 no quinto bimestre deste ano não foi suficiente para alavancar a produção de biodiesel no mês passado. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas de biodiesel reportaram uma produção de 574,6 mil m³ em setembro. O volume ficou praticamente estável – alta inferior a 0,5% – em relação aos 571,9 mil m³ que foi apurado durante agosto.

Essa a estabilidade na produção contraria o senso comum. Depois de quatro meses seguidos com a mistura reduzida de 13% para 10% – atendendo a uma determinação do governo federal que buscava segurar os preços do final do diesel – a expectativa seria de uma retomada maior na produção. Não foi o que aconteceu.

Parte dessa frustração pode ser explicada pelo mercado de diesel. Em agosto, as vendas do derivado pelas distribuidoras quase bateram o recorde histórico com 5,73 milhões de m³ consumidos. Dados da ANP apontam para uma contração na demanda de diesel em setembro.

O retorno do B12 no quinto bimestre deste ano não foi suficiente para alavancar a produção de biodiesel no mês passado. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas de biodiesel reportaram uma produção de 574,6 mil m³ em setembro. O volume ficou praticamente estável – alta inferior a 0,5% – em relação aos 571,9 mil m³ que foi apurado durante agosto.

Essa a estabilidade na produção contraria o senso comum. Depois de quatro meses seguidos com a mistura reduzida de 13% para 10% – atendendo a uma determinação do governo federal que buscava segurar os preços do final do diesel – a expectativa seria de uma retomada maior na produção. Não foi o que aconteceu.

Parte dessa frustração pode ser explicada pelo mercado de diesel. Em agosto, as vendas do derivado pelas distribuidoras quase bateram o recorde histórico com 5,73 milhões de m³ consumidos. Dados da ANP apontam para uma contração na demanda de diesel em setembro.

Segundo os números preliminares, no mês passado a demanda ficou em 5,41 milhões de m³. A contração de 5,5% frente a agosto foi um pouco mais brusca do que a média dos últimos 5 anos que ronda os 4%.

Negativo

Ainda assim, o número divulgado pela ANP permite estimar que o mercado deveria ter absorvido praticamente 650 mil m³ de biodiesel para atender integralmente o B12. Ou seja, a produção reportada pelas usinas ficou quase 75 mil m³ abaixo do que seria necessário para cobrir a demanda do mercado.

Até o mês passado, o balanço entre produção e consumo estava negativo em 15,1 mil m³. Agora o déficit disparou para 90,1 mil m³. Esse volume é praticamente o dobro do saldo positivo de 46,1 mil m³ que havia sobrado do ano passado.

Estados

Em setembro, 13 unidades da federação fabricaram biodiesel. O número foi o mesmo do mês anterior.

O Rio Grande do Sul foi – de longe – o maior produtor do país com 160,2 mil m³. O Paraná ocupou a vice-liderança com 102 mil m³ de biodiesel fabricados. Ambos repetem as mesmas colocações de agosto com variações modestas nos volumes fabricados.

Mas o grande destaque aconteceu fora do topo do ranking. A produção no Mato
Grosso ficou em 81,5 mil m³ – queda de 23% em relação a agosto – fazendo com que elo estado seja superado por Goiás como a terceiro maior produtor do país. Já a Bahia teve um avanço importante indo de 26,2 mil m³ para 42,5 mil m³ de biodiesel, alta de 62%.

A Potencial de Lapa (PR) manteve a liderança na produção com 64,8 mil m³. A quantidade fabricada caiu pela usina caiu 5,6% em um mês.,

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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