Corte na mistura obrigatória tem sido compensado, ao menos em parte, pelo aumento da demanda por diesel
A produção de biodiesel segue andando para trás. De acordo com dados divulgados Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas brasileiras fabricaram um total de 571,9 milhares de m³ do biocombustível no mês de agosto. Esse volume representa uma contração de 8,2% sobre os mais de 623,1 mil m³ que haviam sido registrados no mesmo mês do ano passado.
A explicação dessa contração não é das mais complicadas. Em agosto de 2020, as distribuidoras estavam obrigadas a adicionar 12% de biodiesel ao combustível que vendessem. Já em agosto desse ano, a adição foi de apenas 10%.
Desde abril a mistura obrigatória de biodiesel vem sendo mantida abaixo do patamar legal de 13% por determinação do Palácio do Planalto. Com a medida, o governo tenta evitar pressões sobre os preços do óleo diesel e novos atritos com grupos de caminhoneiros – um dos eleitorados mais fiéis de Jair Bolsonaro.
Demanda do diesel
O recuo na produção das usinas só não tem sido maior porque a demanda por óleo diesel tem se mostrado bastante aquecida nos últimos meses. De janeiro a julho, o mercado nacional consumiu perto de 35,3 milhões de m³ do derivado – aumento de 10,5% sobre o mesmo período do ano anterior.
A produção de biodiesel segue andando para trás. De acordo com dados divulgados Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as usinas brasileiras fabricaram um total de 571,9 milhares de m³ do biocombustível no mês de agosto. Esse volume representa uma contração de 8,2% sobre os mais de 623,1 mil m³ que haviam sido registrados no mesmo mês do ano passado.
A explicação dessa contração não é das mais complicadas. Em agosto de 2020, as distribuidoras estavam obrigadas a adicionar 12% de biodiesel ao combustível que vendessem. Já em agosto desse ano, a adição foi de apenas 10%.
Desde abril a mistura obrigatória de biodiesel vem sendo mantida abaixo do patamar legal de 13% por determinação do Palácio do Planalto. Com a medida, o governo tenta evitar pressões sobre os preços do óleo diesel e novos atritos com grupos de caminhoneiros – um dos eleitorados mais fiéis de Jair Bolsonaro.
Demanda do diesel
O recuo na produção das usinas só não tem sido maior porque a demanda por óleo diesel tem se mostrado bastante aquecida nos últimos meses. De janeiro a julho, o mercado nacional consumiu perto de 35,3 milhões de m³ do derivado – aumento de 10,5% sobre o mesmo período do ano anterior.
Dados preliminares indicam que o mercado segue acelerando. Segundo a agência reguladora, em agosto as distribuidoras movimentaram mais de 5,72 milhões de m³ de diesel. Esse volume praticamente se iguala aos 5,73 milhões de m³ de outubro de 2014, maior demanda mensal nos registros.
Maiores
A Potencial manteve a liderança do mercado por mais um mês. A usina de Lapa (PR) fabricou 68,3 mil m³ de biodiesel em agosto – cerca de 3,6% além do que haviam feito julho e mais do que o dobro em relação ao mesmo mês do ano passado.
O Rio Grande do Sul foi a principal praça de produção de biodiesel no país com quase de 153,4 mil m³ de biodiesel fabricados. Em agosto, o Paraná (108,9 mil m³) voltou a superar o Mato Grosso (105,5 mil m³) e assumiu a vice-liderança do mercado nacional de biodiesel.
A última vez em que isso havia acontecido tinha sido em janeiro deste ano.
19 mil m³ a mais
Além dos dados de agosto, a ANP também atualizou os números do mês anterior. Ao invés dos 540,3 mil m³ divulgados anteriormente, a produção das usinas brasileiras foi de 559,5 mil m³. A diferença se deve, quase integralmente, a um atraso nos dados da unidade da Cargill em Três Lagoas (MS) que fabricou um pouco mais de 19,9 mil m³ de biodiesel em julho.
Houve ainda a exclusão dos 851 m³ que haviam sido reportados pela Bio Vida e uma pequena correção – menor de 55 m³ – nos dados da Bunge.
Nem esses 19,2 mil m³ – 3,5% – a mais bastaram para a colocar o mercado no azul no mês de julho. O nível de produção ainda ficou 7% abaixo do que havia sido registrado um ano atrás. Mas já é um alívio. Antes, a conta apontava para uma retração superior a 10%.
A mudança, contudo, tornou positiva a relação entre produção e demanda. Com os números anteriores, a demanda de biodiesel teria superado a oferta em 11,4 mil m³. Agora é possível dizer que houve um saldo positivo de 7,6 mil m³.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com