O documento que foi publicado no fim da tarde de ontem pela ANP repete as mesmas metas das usinas e dos distribuidores que valiam no 5º bimestre
Primeiro, a boa notícia: foram contratados 1,53 milhão de m³ de biodiesel para garantir a demanda do mercado de mistura obrigatória durante o 6º bimestre (6B). É biodiesel suficiente para assegurar a venda de mais de 10,9 milhões de m³ de B14, cerca de 1% a mais do que o mercado movimentou no mesmo período do ano passado. Isso indica que os distribuidores estão moderadamente otimistas em relação ao desempenho do segmento nos dois últimos meses do ano.
Comparada à quantidade de biodiesel que havia sido contratada no 6B de 2023, a demanda teve um aumento de 18,9%. É um percentual maior do que os 16,7% que poderia ser atribuído se a única fonte de crescimento da demanda fosse a elevação da mistura obrigatória de 12% para 14%, implementada em março passado.
Primeiro, a boa notícia: foram contratados 1,53 milhão de m³ de biodiesel para garantir a demanda do mercado de mistura obrigatória durante o 6º bimestre (6B). É biodiesel suficiente para assegurar a venda de mais de 10,9 milhões de m³ de B14, cerca de 1% a mais do que o mercado movimentou no mesmo período do ano passado. Isso indica que os distribuidores estão moderadamente otimistas em relação ao desempenho do segmento nos dois últimos meses do ano.
Por mais que esse crescimento de um único ponto percentual possa soar raquítico, ele ainda é bem melhor do que o desempenho que o mercado de diesel demonstrou nos meses de agosto e de setembro – os últimos a terem seus números divulgados.
Comparada à quantidade de biodiesel que havia sido contratada no 6B de 2023, a demanda teve um aumento de 18,9%. É um percentual maior do que os 16,7% que poderia ser atribuído se a única fonte de crescimento da demanda fosse a elevação da mistura obrigatória de 12% para 14%, implementada em março passado.
Na trave
Somados os volumes de biodiesel que foram contratados desde o começo do ano até agora, usinas e distribuidores negociaram praticamente 9 milhões de m³ – faltaram menos de 2,85 mil m³ para que a conta fechasse redonda.
Esse volume de contratos representa uma expansão de 23,4% sobre o ano anterior, quando um pouco mais de 7,29 milhões de m³ de biodiesel foram negociados como parte do mercado de contratação antecipada ao longo de 2023.
CTRL+C, CTRL+V
Agora, a notícia ruim: no momento da publicação dos dados do 6B, a ANP cometeu um erro primário durante a manipulação dos dados e repetiu as metas de contratação do 5B como se fossem as do 6B.
Ao invés dos números que haviam sido divulgados pela ANP no final do mês de julho, que determinavam que as usinas ofertassem pelo menos 1,21 milhão de m³ e que os distribuidores comprassem no mínimo 1,18 milhão de m³, a planilha divulgada ontem (04) traz exatamente os mesmos números do 5B, quando as metas foram fixadas em 1,25 para ambos os lados do balcão. Os gráficos desta reportagem consideram como corretos os valores de julho.
No limbo
Isso deixou diversos fabricantes numa espécie de limbo, pois contrataram biodiesel suficiente para atingir suas metas reais, mas não aquelas que constam da planilha da ANP. Pelas regras do sistema de comercialização que substituiu os leilões, quem não atinge suas metas bimestrais fica automaticamente excluído do mercado spot.
É o caso, por exemplo, da Amaggi, que tem 31,5 mil m³ de biodiesel contratados. De acordo com a meta publicada em julho, a fabricante tinha que fechar a venda de um pouco menos de 29 mil m³ no 6B. Agora, contudo, sua meta aparece como sendo 44,1 mil m³.
Estão nessa mesma situação: Bocchi, Caramuru, Cofco.
Nada, no entanto, indica que os números de contratação divulgados na planilha de acompanhamento estejam errados. Com base neles, é possível afirmar que a Be8 foi a maior vendedora do bimestre, com 159,2 mil m³ de biodiesel – cerca de 10,4% do total – negociados.