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Unibras terá duas usinas de biodiesel

Grupo empresarial está entrando no setor de biodiesel com usinas no Piaui e no Pará

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Guarde esse nome: Unibras. A empresa – ainda uma semidesconhecida do mercado – tem planos bastante ambiciosos para sua chegada no setor de biodiesel. Além de estar prestes a trazer de volta a simbólica usina de Floriano (PI) que um dia pertenceu à Brasil Ecodiesel, ela também está iniciando a construção de uma segunda unidade produtiva em Santo Antônio do Tauá (PA).

Guarde esse nome: Unibras. A empresa – ainda uma semidesconhecida do mercado – tem planos bastante ambiciosos para sua chegada no setor de biodiesel. Além de estar prestes a trazer de volta a simbólica usina de Floriano (PI) que um dia pertenceu à Brasil Ecodiesel, ela também está iniciando a construção de uma segunda unidade produtiva em Santo Antônio do Tauá (PA).

Quando as duas usinas estiveram em operação, o grupo deverá controlar um total de 270 milhões de litros em capacidade instalada. Ela nasce já como o 13ª maior grupo empresarial do setor, a frente de nomes já tradicionais como a Cargill e a Camera. Para isso, o grupo está colocando R$ 120 milhões no negócio – são R$ 60 milhões na unidade do Piauí e mais R$ 120 milhões do Pará.

Segundo Moacir Luft, gestor do projeto para a MC Participações – holding responsável pela nova empresa que tem entre seus sócios o senador Cidinho Santos – contou à BiodieselBR.com, a decisão de entrar no setor de biodiesel se deve à percepção de que há oportunidades de mercado importantes em aberto nas regiões Norte e Nordeste. “São estados que precisam buscar biodiesel muito longe fora e pagam caro por isso. Então queremos aproximar a produção do consumidor final”, explica.

Além disso, um dos grandes nós que travou a expansão do biodiesel no Norte e Nordeste nos primeiros tempos do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) – a falta de matérias-primas – acabou se desatando sozinho. Hoje a região do Matopiba que reúne os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia é responsável pela produção de aproximadamente 12% da soja e 25% do algodão produzidos no país. “O problema da falta de matérias-primas está bastante reduzido, temos processadoras ativas de soja e de caroço de algodão”, destaca.

Floriano

A unidade de Floriano é a que se encontra mais perto de entrar no mercado. A empresa chegou até a tentar habilitar a usina do Piauí no 69º Leilão de Biodiesel, mas não conseguiu obter a autorização de operação da ANP e do registro da Receita Federal a tempo de garantir sua participação.

Do próximo não deve passar. “A ANP encerrou a vistoria [da usina] ontem. Então não deve demorar para publicar a autorização. Vai ficar faltando só a Receita”, explica. Com quase dois meses ainda pela frente antes de poder realmente começar a fabricar biodiesel, a empresa se dedica também a construir os arranjos para se enquadrar no Selo Combustível Social.

O processo de requalificação da usina de Floriano foi iniciado no começo deste ano quando a Unibras adquiriu a antiga planta da Brasil Ecodiesel. Parada há mais de 10 anos, pouca coisa se salvou da velha unidade produtiva. “A gente teve um trabalho grande para readaptar tudo. Estamos habilitando ela para ´fabricar até 90 milhões de litros por ano, mas, no futuro, pretendemos dobrar essa capacidade”, diz sem adiantar se já existem planos concretos para essa ampliação.

Pará

Até meados do ano que vem, a Unibras também espera ter terminado a construção de sua usina em Santo Antônio do Tauá – cidade no nordeste do Pará a cerca de 60 quilômetros de Belém. A planta terá capacidade para produzir até 180 milhões de litros de biodiesel.

Dados da ANP mostram a construção de uma usina de mesmo porte e nessa mesma localidade sob o nome de União Indústria e Comércio de Biocombustíveis. A empresa é do mesmo grupo e deve trocar o nome junto a ANP. A ideia é que ambas operem sob a bandeira da Unibras.

Segundo Moacir, os trabalhos de terraplanagem da área da futura usina já estão em andamento. A ideia do grupo é aproveitar a oferta de óleo de palma numa região que concentra tanto pequenos quanto grandes produtores de palma-de-óleo. “Nossa usina está sendo construída bem ao lado de uma planta de processamento de óleo de palma e também devemos usar sebo bovino”, completa.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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