Com só mais sete meses pela frente para o B16, o setor ainda aguarda a definição de um protocolo sobre como será comprovada a ‘viabilidade técnica’ da mistura.
Quem já está no mercado de biodiesel há tempo suficiente vai se lembrar do quanto os testes exigidos pela Lei 13.263/2016 para comprovar a viabilidade da adição de até 15% de biodiesel ao óleo diesel consumido no Brasil foram traumáticos. Após meses de trabalhos exaustivos, o processo todo terminou com usinas e montadoras trocando caneladas entre si.
No fim, foi possível uma acomodação que permitiu a publicação de um relatório que dava sinal verde para a vinda do B15 e, em troca, recomendava que fossem feitos “aprimoramentos na especificação” do biodiesel – que foram realizados em agosto de 2019.
Mesmo com esse ‘final feliz’, muita gente no setor ficou desconfiada quando a Lei do Combustível do Futuro determinou que a mistura de biodiesel só poderia passar de 15% “desde que constatada sua viabilidade técnica”. Embora um tanto mais vaga, essa redação dava a entender que o setor teria que vencer uma nova rodada de testes extensivos para alcançar o almejado B25.
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