Usina paulista teve sua nota de eficiência energético-ambiental aprovada hoje pela Diretoria da ANP
A JBS acaba de se tornar a primeira fabricante de biocombustíveis oficialmente autorizada a participar da Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio). Conforme BiodieselBR.com havia antecipado no começo da noite de ontem, a análise da certificação da usina de biodiesel que o grupo tem na cidade de Lins (SP) fazia parte da pauta da reunião da Diretoria Colegiada da ANP marcada para a trade desta quinta-feira (17). O processo foi aprovado por unanimidade pelos diretores a agência regulatória.
A JBS acaba de se tornar a primeira fabricante de biocombustíveis oficialmente autorizada a participar da Política Nacional de Biocombustíveis (Renovabio). Conforme BiodieselBR.com havia antecipado no começo da noite de ontem, a análise da certificação da usina de biodiesel que o grupo tem na cidade de Lins (SP) fazia parte da pauta da reunião da Diretoria Colegiada da ANP marcada para a trade desta quinta-feira (17). O processo foi aprovado por unanimidade pelos diretores a agência regulatória.
“Esse é um marco importante para a consolidação do programa”, comemorou o diretor Aurélio Amaral que foi o relator da medida.
Com a decisão de hoje, a JBS de Lins será a primeira fabricante de biocombustíveis a contar com um Certificado da Produção Eficiente de Biocombustíveis válido. O documento atribui cada usina a chamada nota de eficiência energético-ambiental (NEEA) ao fabricante que atesta o quanto gás carbônico seus biocombustíveis emitem menos do que os combustíveis fósseis que vierem a substituir.
Multiplicando essa nota pelo volume de biocombustíveis elegíveis efetivamente produzidos, as empresas que aderirem à Renovabio poderão emitir os Créditos de Descarbonização (CBios) – títulos que poderão ser vendidos em bolsa para distribuidoras de combustíveis e outras empresas que tenham metas de descarbonização a cumprir.
Melhor que a encomenda
No caso da JBS de Lins, a NEEA final foi de 79,8 gCO2eq/MJ. O valor é um pouco melhor do que os 79,6 gCO2eq/MJ que constava na documentação que foi apresentada no começo de maio passado quando a usina deu entrada – pela primeira vez – em seu processo de consulta pública original.
Por conta de um problema identificado na ferramenta desenvolvida para contabilizar as emissões das usinas, a JBS acabou obrigada a reiniciar o processo em junho.
Sócio da firma inspetora responsável pelo processo de certificação da JBS, a Green Domus, Felipe Bottini conta que motivo da melhoria da nota da usina de Lins foram ajustes exigidos pela ANP para compatibilizar as informações do processo com as que constavam no seu Sistema de Informações de Movimentações de Produtos (Simp). “É muito comum esse tipo de revisão acontecer durante processos de certificação dependendo da forma como você agrega os valores”, explica. Originalmente os dados sobre as matérias-primas consumidas pela JBS haviam sido apresentados de forma agregada e a ANP pediu para desagregá-los.
“Foi um requinte que eles nos pediram. E como cada matéria-prima tem um rendimento um pouco diferente tivemos essa pequena melhoria”, completa.
Por enquanto, a nova certificação da JBS tem valor apenas simbólico. O prazo legal para que o mercado de carbono criado pela Renovabio se torne operacional é 24 de dezembro e o governo ainda corre contra o tempo para finalizar a regulamentação que ainda falta.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com