BiodieselBR
Publicidade

Preço do biodiesel sobe mais de 3,5% e atinge maior patamar desde o final de 2022

Distância entre o preço do biodiesel e do óleo diesel de petróleo volta a se aproximar da marca dos 50%

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O biodiesel ficou bem mais caro nesta última semana. Segundo os dados divulgados pela ANP no começo da noite da última sexta-feira (01), os preços praticados pelos fabricantes sofreram um reajuste de mais de 3,5% entre a 42S e a 43S. Com isso, o biodiesel disparou para R$ 5.743,62 por m³.

É o maior valor pago pelo biodiesel desde o final de 2022. A última vez que as distribuidoras tiveram que pagar mais pelo produto foi entre os dias 12 e 18 de dezembro – a 51S – de 2022, quando o m³ custava, em média, R$ 5.862,76.

Essa já é a oitava semana de valorização do biodiesel, que acumula mais de 13,3% de alta no período.

Centro-Oeste

Embora não tenha sido o único a ver altas importantes, o mercado do Centro-Oeste viveu uma semana particularmente turbulenta, na qual o m³ do biodiesel foi negociado a R$ 5.915,73. É uma alta de 6,9% em relação ao valor da semana anterior, fazendo desta a 2ª maior alta semanal já registrada em toda a história – perdendo apenas para os mais de 8% de valorização vistos na 45S de 2022 na Região Norte.

O biodiesel ficou bem mais caro nesta última semana. Segundo os dados divulgados pela ANP no começo da noite da última sexta-feira (01), os preços praticados pelos fabricantes sofreram um reajuste de mais de 3,5% entre a 42S e a 43S. Com isso, o biodiesel disparou para R$ 5.743,62 por m³.

É o maior valor pago pelo biodiesel desde o final de 2022. A última vez que as distribuidoras tiveram que pagar mais pelo produto foi entre os dias 12 e 18 de dezembro – a 51S – de 2022, quando o m³ custava, em média, R$ 5.862,76.

Essa já é a oitava semana de valorização do biodiesel, que acumula mais de 13,3% de alta no período.

Centro-Oeste

Embora não tenha sido o único a ver altas importantes, o mercado do Centro-Oeste viveu uma semana particularmente turbulenta, na qual o m³ do biodiesel foi negociado a R$ 5.915,73. É uma alta de 6,9% em relação ao valor da semana anterior, fazendo desta a 2ª maior alta semanal já registrada em toda a história – perdendo apenas para os mais de 8% de valorização vistos na 45S de 2022 na Região Norte.

Nordeste (3,4%) e Sudeste (3,5%) também deram contribuições importantes para a alta da última semana. Apesar de ter tido um reajuste de menos da metade do Centro-Oeste, o Nordeste é a região brasileira com o biodiesel mais caro. As distribuidoras que operam nos estados nordestinos são as únicas pagando acima da marca de R$ 6,00 por litro do produto.

Com o teto ficando mais alto, o grau de dispersão do mercado se alargou para 9,6% na 43S, fazendo desta a maior distância em relação ao piso do mercado que, hoje, é dado pela Região Sul, com R$ 5.515,74 por m³ de biodiesel.

Distância para o diesel

Também está se alargando a diferença do biodiesel em relação ao óleo diesel mineral, cujos preços vêm se mantendo praticamente congelados desde o começo do ano. O último reajuste aplicado pela Petrobras nos preços do derivado em suas refinarias foi em 27 de dezembro do ano passado. Atualmente, cada m³ de biodiesel está custando 48,8% mais do que o valor médio do diesel de petróleo – seja ele fabricado no Brasil ou importado.

Esse é o maior diferencial entre os dois combustíveis desde o final de maio de 2022.

Sem descanso

Nada, nesse ponto, parece indicar que o mercado esteja para dar uma guinada para baixo, uma vez que os custos das usinas apurados pelo Indexador BiodieselBR também vêm subindo de forma consistente há 11 semanas, acumulando alta de 29,6%.

Na média da última semana, as usinas desembolsaram R$ 5.235,67 para ter acesso ao óleo e metanol necessários para fabricar um m³ de biodiesel.

Na verdade, as usinas sequer vêm repassando todo esse aumento de custo recente para o mercado. A margem entre o preço de venda do biodiesel e o indicador – que chegou a se aproximar de 28% em meados de agosto – encolheu para 9,7% na última semana.

Atraso

Normalmente, a ANP atualiza sua planilha de preços às sextas-feiras, de modo a incluir os valores médios praticados entre a segunda-feira e o domingo anteriores. Ou seja, no dia 01, ficamos sabendo dos números para o ciclo entre 21 e 27 de outubro.

Os números da semana entre 14 e 20 de outubro deveriam ter sido publicados no dia 25 de outubro. A ANP, contudo, perdeu o prazo e só foi publicá-los na terça-feira (29). O atraso levou BiodieselBR.com a optar por pular o ciclo anterior.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

Compartilhar: