Embora os volumes movimentados para a cadeia tenham subido consideravelmente alavancados pela colheita recorde de soja, os preços dos produtos caminharam na direção oposta
Tudo somado, a cadeia produtiva que orbita em torno da sojicultura e da produção de biodiesel movimentou a impressionante cifra de R$ 635,9 bilhões no ano passado. O cálculo consta da mais recente edição do relatório “Cadeia da Soja e do Biodiesel – PIB, empregos e comércio exterior”. Fruto de uma parceria entre o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a iniciativa acompanha, de forma continuada, o desempenho econômico da cadeia como um todo.
Pelas contas do Cepea, esse mercado cresceu 21% – um pouco acima da projeção que havia sido divulgada pelos pesquisadores em outubro passado. O cálculo leva em consideração as vendas de insumos, a produção de soja, as atividades das indústrias que usam o grão e seus derivados como matéria-prima – esmagamento, rações e biodiesel – e os serviços que atendem estes setores. Todos os elos tiveram crescimento em 2023.
A maior contribuição para esse aumento veio da supersafra de soja que foi colhia no último ciclo – 154,6 milhões de toneladas pelas contas da Conab – o que levou a um salto de 39,2% no PIB deste elo da cadeia. Apesar dessa concentração, todos os elos tiveram aumentos robustos: 6,2% para insumos, 6,8% para agroindústria e 16,6% para serviços. No caso do biodiesel – que está agregado na agroindústria – teve o segundo maior crescimento com 20,3%.
Tudo somado, a cadeia produtiva que orbita em torno da sojicultura e da produção de biodiesel movimentou a impressionante cifra de R$ 635,9 bilhões no ano passado. O cálculo consta da mais recente edição do relatório “Cadeia da Soja e do Biodiesel – PIB, empregos e comércio exterior”. Fruto de uma parceria entre o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a iniciativa acompanha, de forma continuada, o desempenho econômico da cadeia como um todo.
Pelas contas do Cepea, esse mercado cresceu 21% – um pouco acima da projeção que havia sido divulgada pelos pesquisadores em outubro passado. O cálculo leva em consideração as vendas de insumos, a produção de soja, as atividades das indústrias que usam o grão e seus derivados como matéria-prima – esmagamento, rações e biodiesel – e os serviços que atendem estes setores. Todos os elos tiveram crescimento em 2023.
A maior contribuição para esse aumento veio da supersafra de soja que foi colhia no último ciclo – 154,6 milhões de toneladas pelas contas da Conab – o que levou a um salto de 39,2% no PIB deste elo da cadeia. Apesar dessa concentração, todos os elos tiveram aumentos robustos: 6,2% para insumos, 6,8% para agroindústria e 16,6% para serviços. No caso do biodiesel – que está agregado na agroindústria – teve o segundo maior crescimento com 20,3%.
Esses números refletem principalmente as variações de volume agregado da cadeia, como explica a coordenadora do estudo pelo Cepea, Nicole Rennó. “Tradicionalmente o PIB é calculado captando as variações de volume agregado de uma cadeia produtiva. Se você está colocando mais produto, o PIB cresce”, explica.
Preços menores
Os volumes, contudo, não contam toda a história, por isso o relatório inclui o cálculo do PIB-Renda que captura quanto os agentes participantes de uma cadeia estão, de fato, ganhando. Sob esse ponto de vista, contudo, os números não foram assim tão positivos, com uma queda de 5,3% o que, segundo Nicole, reflete queda de 21,8% nos preços relativos de todos os produtos que fazem parte da cadeia.
“Essa não é uma queda assim tão grande para uma cadeia do agro”, tranquiliza a pesquisadora ponderando que o agronegócio tende a apresentar variações grandes de renda de um ano para o outro. “Temos altas e baixas muito grandes de um ano para o outro”, acrescentou.
Segundo o diretor de economia da Abiove, Daniel Amaral, o fato de os números andarem em direção oposta mostram a maturidade da cadeia. “A indústria continua trabalhando e oferecendo volumes maiores e com mais qualidade como no caso do biodiesel em que tivemos uma nova especificação lançada no ano passado e com menor preço. É uma cadeia muito competitiva”, avalia.
O coordenador científico do Cepea, Geraldo Sant’Ana, lembrou que nos últimos anos os preços dos produtos agrícolas estiveram pressionados – primeiro pela pandemia e, depois, pela Guerra da Ucrânia. “Os preços atingiram uma máxima e estão retornando a seus níveis de longo prazo, 2023 foi um ano de ajuste”, apontou opinado que os mercados estão se encaminhando para um período de maior estabilidade o que tende a reduzir as chances de novas quedas na renda da cadeia. “Eu não esperaria uma nova queda [na renda] este ano. Nós já tivemos o ajuste”, pontuou.
Exportações
Apesar dos preços menos atraentes, a cadeia registrou recorde no valor exportado com US$ 67,6 bilhões, alta de 10,2% em relação ao ano anterior. Foi o terceiro ano seguido de recordes nas exportações.
O recorde foi garantido pelo aumento dos volumes embarcados, que cresceram 24,6% e compensaram a queda de 11,5% nos valores médios recebidos pelos exportadores.
Trabalho
O aumento robusto nos volumes movimentados alavancou em mais de 10,7% o número de pessoas ocupadas pela cadeia como um todo e chegou a 2,32 milhões de pessoas. Esse número representa 2,3% do total de ocupações do país.
Embora represente uma fatia relativamente pequena frente ao total com “apenas” 19,5 mil pessoas ocupadas, a indústria de biodiesel foi o que mais avançou em termos relativos no período entre 2022 e 2023 com crescimento de aproximadamente 18,5% em sua força de trabalho.
Segundo Rodrigo Peixoto, pesquisador do Cepea, o perfil dos empregos gerados pela cadeia tende ter um grau maior de formalização e de escolaridade do que a média do agronegócio.
No total, os R$ 635,9 bilhões movimentados cadeia da soja e do biodiesel representou 23,2% do PIB do agro e 5,9% do PIB brasileiro como um todo.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com