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Petrobras pretende investir US$ 4,3 bi em bioprodutos

Investimento integra portfólio de US$ 111 bi previstos no novo plano de negócios da estatal

BiodieselBR.com 4 min de leitura

A direção da Petrobras está voltando a olhar para os biocombustíveis de maneira mais favorável. Publicado ontem (21), o novo plano de negócios da estatal – que lista os investimentos previstos entre 2025 e 2029 – inclui um total de US$ 4,3 bilhões para o segmento de bioprodutos. Além dos US$ 1,5 bi já previstos em biorrefino, foram adicionados mais US$ 2,2 bilhões em etanol e US$ 600 milhões em biodiesel e biometano.

Ainda no início do mês, a Petrobras oficializou a retirada da Petrobras Biocombustível (PBio) da lista de negócios a serem vendidos.

O foco do grupo, contudo, parece ir muito além de sua subsidiária de biodiesel, com a empresa mirando a instalação de 44 mil barris por dia (bpd) em biorrefinarias dedicadas e mais 63 mil bpd em coprocessamento.

Biorrefinarias

Além da biorrefinaria anexa à Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP), que já está em implementação, a Petrobras está avaliando a instalação de uma segunda unidade em seu Complexo de Boaventura, em Itaboraí (RJ).

A direção da Petrobras está voltando a olhar para os biocombustíveis de maneira mais favorável. Publicado ontem (21), o novo plano de negócios da estatal – que lista os investimentos previstos entre 2025 e 2029 – inclui um total de US$ 4,3 bilhões para o segmento de bioprodutos. Além dos US$ 1,5 bi já previstos em biorrefino, foram adicionados mais US$ 2,2 bilhões em etanol e US$ 600 milhões em biodiesel e biometano.

Ainda no início do mês, a Petrobras oficializou a retirada da Petrobras Biocombustível (PBio) da lista de negócios a serem vendidos.

O foco do grupo, contudo, parece ir muito além de sua subsidiária de biodiesel, com a empresa mirando a instalação de 44 mil barris por dia (bpd) em biorrefinarias dedicadas e mais 63 mil bpd em coprocessamento.

Biorrefinarias

Além da biorrefinaria anexa à Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP), que já está em implementação, a Petrobras está avaliando a instalação de uma segunda unidade em seu Complexo de Boaventura, em Itaboraí (RJ).

Essas plantas terão, respectivamente, capacidade para fabricar 15 e 19 mil bpd de combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel verde.

A Petrobras também está estudando anexar uma unidade para 10 mil bpd de SAF a partir de etanol – tecnologia chamada Alcohol-to-Jet (ATJ) – à Refinaria de Paulínia (Replan).

Além disso, a estatal está avaliando entrar como parceira em projetos de biorrefino da Riograndense e da Acelen Renováveis – empresa do grupo criado pelo Fundo Mubadala para gerir a Refinaria de Mataripe depois que esta foi privatizada em 2021.

Coprocessamento

Em outro front, a Petrobras quer avançar na oferta do chamado Diesel R5 – produto que já sai da refinaria com 5% de conteúdo renovável.

Atualmente, o produto é fabricado regularmente apenas na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), mas a estatal já realizou testes na RPBC e nas refinarias Duque de Caxias (Reduc) e Paulínia (Replan). O novo plano de negócios estima que, dependendo do modelo de regulação, a capacidade de produção de R5 poderia chegar a 63 mil bpd.

Portfólio

Os investimentos em bioprodutos estão inseridos em um portfólio de US$ 16,3 bilhões que a Petrobras pretende destinar a ações de transição energética. Além dos US$ 4,3 bilhões para bioprodutos, estão previstos:
- US$ 5,3 bi em descarbonização das operações;
- US$ 5,7 bi em outras fontes de energia de baixo carbono;
- US$ 1 bi em pesquisa e desenvolvimento.

O investimento na área é 42% maior do que no plano anterior.

No total, o Grupo Petrobras prevê investir US$ 111 bilhões, dos quais 69,3% serão direcionados para a exploração e produção de petróleo.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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