Marco havia sido superado na 45ª semana (45S) do ano, mas dados tiveram publicação adiada em função do feriado da Proclamação da República
Passados quase dois anos, o litro de biodiesel voltou a superar a barreira dos R$ 6,00. É o que mostram as atualizações mais recentes da planilha semanal de acompanhamento do mercado divulgadas pela ANP. O marco foi atingido no ciclo entre os dias 04 e 10 de novembro e deveria ter tido seus resultados divulgados no último dia 15; contudo – em função dos feriados da Proclamação da República e da Consciência Negra – as atualizações para o período das 45ª e 46ª semanas do ano foram divulgadas quase juntas.
Somando as altas das últimas duas semanas, o biodiesel ficou 7,6% mais caro, atingindo a média nacional de R$ 6.383,36 por m³. Este é o maior valor pago pelo produto desde julho de 2022 – quando o valor médio pago pelas distribuidoras foi de R$ 6.484,59. A barreira dos R$ 6/l havia sido quebrada ainda no período entre a segunda quinzena de novembro e a primeira de dezembro de 2022.
Depois disso, o biodiesel experimentou um período prolongado de baixas, que o levou à mínima de R$ 3.874,04 na 23ª semana (23S) de 2023.
Passados quase dois anos, o litro de biodiesel voltou a superar a barreira dos R$ 6,00. É o que mostram as atualizações mais recentes da planilha semanal de acompanhamento do mercado divulgadas pela ANP. O marco foi atingido no ciclo entre os dias 04 e 10 de novembro e deveria ter tido seus resultados divulgados no último dia 15; contudo – em função dos feriados da Proclamação da República e da Consciência Negra – as atualizações para o período das 45ª e 46ª semanas do ano foram divulgadas quase juntas.
Somando as altas das últimas duas semanas, o biodiesel ficou 7,6% mais caro, atingindo a média nacional de R$ 6.383,36 por m³. Este é o maior valor pago pelo produto desde julho de 2022 – quando o valor médio pago pelas distribuidoras foi de R$ 6.484,59. A barreira dos R$ 6/l havia sido quebrada ainda no período entre a segunda quinzena de novembro e a primeira de dezembro de 2022.
Depois disso, o biodiesel experimentou um período prolongado de baixas, que o levou à mínima de R$ 3.874,04 na 23ª semana (23S) de 2023.
O atual ciclo de altas começou a ganhar corpo por volta do final de fevereiro – período da 9ª semana (9S) –, mas veio a se acelerar de forma perceptível após a 42ª semana (42S). Em apenas quatro semanas, os valores cobrados pelas usinas acumularam mais de 15% de valorização.
Resposta
O movimento é uma resposta aos maiores custos de produção do biodiesel. De acordo com o Indexador BiodieselBR, os valores que os fabricantes têm que pagar para poder acessar o óleo e o metanol de que necessitam vêm aumentando progressivamente desde a 36ª semana (36S).
Em 10 semanas, o aumento nos dois insumos mais relevantes para a formação do preço do biodiesel passou dos 29,3%. Foram poucos os momentos de respiro nessa escalada. O mais recente deles foi justamente nesta última semana, quando o indexador teve alta menor que 0,4%.
Essa desaceleração permitiu que as margens das usinas chegassem a 14,2%, as mais folgadas das últimas 8 semanas, com as usinas recebendo R$ 793,42 por cada m³ de biodiesel vendido após descontados os custos das matérias-primas.
Centro-Oeste
Nesta última semana, o motor da alta foi o mercado do Centro-Oeste, onde as distribuidoras viram o valor pago pelo biodiesel subir 4,5%, o que trouxe o preço médio da região para R$ 6.503,96 por m³.
Já a menor alta foi na Região Sul, onde as distribuidoras estão pagando R$ 6.165,44 por m³ – 2,6% mais do que na semana anterior.
Os preços se distribuíram numa faixa entre os R$ 6.674,11 cobrados no Nordeste e os R$ 6.165,44 cobrados no Sul.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com