O setor de biodiesel emplacou 19 nomes no concorrido ranking Maiores e Melhores – três a mais que no ano passado. Elaborado anualmente pela Revista Exame, o ranking compila dados disponíveis sobre as vendas e lucratividades cerca de mil das maiores empresas em atividade no país.
O setor de biodiesel emplacou 19 nomes [veja tabela no final desta reportagem] no concorrido ranking Maiores e Melhores – três a mais que no ano passado. Elaborado anualmente pela Revista Exame, o ranking compila dados disponíveis sobre as vendas e lucratividades cerca de mil das maiores empresas em atividade no país.
A mais nova edição do ranking que traz os dados para 2014, foi publicada no começo do mês de julho.
No total, esse conjunto de empresas também ficou mais rico: no conjunto elas faturaram US$ 40,9 bilhões com vendas; 2,8% a mais que o valor apurado em 2013.
Inegavelmente essas são boas notícias, contudo, não é preciso cavar muito fundo nos indicadores para encontrar alguns sinais não tão lisonjeiros. Há, por exemplo, menos empresas bilionárias na nova lista – nove contra 10 na edição anterior. Na média do grupo, a vendas ficaram mais magras indo de US$ 2,21 bilhões em 2013 para US$ 2,15 bilhões no ano passado.
Made in Brazil
O grupo também é esmagadoramente de origem nacional. Das 19, nada menos do que 15 são empresas de capital nacional. Há também: duas empresas de origem norte-americana, uma de controle holandês e uma de origem chinesa.
Infelizmente, quando se olha o faturamento a coisa se inverte com os estrangeiros totalizando US$ 23,8 bilhões contra US$ 17,1 bilhões nas mãos das empresas nacionais.
Maiores das maiores
Em termos de vendas brutas, o topo do ranking é ocupado mais uma vez pela Bunge que faturou US$ 9,5 bilhões, embora esse seja um valor inferior ao do ano passado, a empresa tem o que comemorar. Sua lucratividade subiu para US$ 291 milhões. A gigante de origem norte-americana também foi a melhor colocada no ranking geral do Melhores e Maiores ficando na 7ª posição.
Mas a campeã em lucratividade – ao menos entre as empresas que divulgam esse dado – foi a JBS com impressionantes US$ 645 milhões e vendas de praticamente US$ 9 bilhões. Além da Bunge, ela também foi a única outra empresa com negócios na área de biodiesel a entrar entre os 10 mais do ranking nacional.
A Cargill fecha o pódio para o setor de biodiesel com vendas pouco acima de US$ 8,9 e lucratividade de US$ 163,4.
No ranking mais geral, a Petrobras continua imbatível. Mesmo combalida por escândalos de corrupção e problemas de gestão, a petroleira estatal registrou vendas de US$ 92,7 bilhões – praticamente dez vezes mais que a Bunge.
Novatas
Orlândia, Fuga Couros e Barralcool são as três empresas que entraram na Melhores e Maiores esse ano. Juntas elas tiveram faturamento pouco inferior a US$ 530 milhões
Duas empresas – a Petrobras Biocombustível e a Minerva – registraram prejuízos no período. A primeira de US$ 119,3 milhões enquanto a segunda levou um baque ainda maior com perdas de US$ 131,5 milhões.
Veja a lista completa aqui:
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
O setor de biodiesel emplacou 19 nomes [veja tabela no final desta reportagem] no concorrido ranking Maiores e Melhores – três a mais que no ano passado. Elaborado anualmente pela Revista Exame, o ranking compila dados disponíveis sobre as vendas e lucratividades cerca de mil das maiores empresas em atividade no país.
A mais nova edição do ranking que traz os dados para 2014, foi publicada no começo do mês de julho.
No total, esse conjunto de empresas também ficou mais rico: no conjunto elas faturaram US$ 40,9 bilhões com vendas; 2,8% a mais que o valor apurado em 2013.
Inegavelmente essas são boas notícias, contudo, não é preciso cavar muito fundo nos indicadores para encontrar alguns sinais não tão lisonjeiros. Há, por exemplo, menos empresas bilionárias na nova lista – nove contra 10 na edição anterior. Na média do grupo, a vendas ficaram mais magras indo de US$ 2,21 bilhões em 2013 para US$ 2,15 bilhões no ano passado.
Made in Brazil
O grupo também é esmagadoramente de origem nacional. Das 19, nada menos do que 15 são empresas de capital nacional. Há também: duas empresas de origem norte-americana, uma de controle holandês e uma de origem chinesa.
Infelizmente, quando se olha o faturamento a coisa se inverte com os estrangeiros totalizando US$ 23,8 bilhões contra US$ 17,1 bilhões nas mãos das empresas nacionais.
Maiores das maiores
Em termos de vendas brutas, o topo do ranking é ocupado mais uma vez pela Bunge que faturou US$ 9,5 bilhões, embora esse seja um valor inferior ao do ano passado, a empresa tem o que comemorar. Sua lucratividade subiu para US$ 291 milhões. A gigante de origem norte-americana também foi a melhor colocada no ranking geral do Melhores e Maiores ficando na 7ª posição.
Mas a campeã em lucratividade – ao menos entre as empresas que divulgam esse dado – foi a JBS com impressionantes US$ 645 milhões e vendas de praticamente US$ 9 bilhões. Além da Bunge, ela também foi a única outra empresa com negócios na área de biodiesel a entrar entre os 10 mais do ranking nacional.
A Cargill fecha o pódio para o setor de biodiesel com vendas pouco acima de US$ 8,9 e lucratividade de US$ 163,4.
No ranking mais geral, a Petrobras continua imbatível. Mesmo combalida por escândalos de corrupção e problemas de gestão, a petroleira estatal registrou vendas de US$ 92,7 bilhões – praticamente dez vezes mais que a Bunge.
Novatas
Orlândia, Fuga Couros e Barralcool são as três empresas que entraram na Melhores e Maiores esse ano. Juntas elas tiveram faturamento pouco inferior a US$ 530 milhões
Duas empresas – a Petrobras Biocombustível e a Minerva – registraram prejuízos no período. A primeira de US$ 119,3 milhões enquanto a segunda levou um baque ainda maior com perdas de US$ 131,5 milhões.
Veja a lista completa aqui:
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com