BiodieselBR
Publicidade

[Exclusivo] Usina de biodiesel em Alto Araguaia (MT) tem novo proprietário

Sócío do Grupo Biopar arrendou a usina mato-grossense que havia sido construída pela Agrenco e recondicionada pela Fênix

BiodieselBR.com 4 min de leitura

A usina de Alto Araguaia (MT) vai ter mais uma chance de entrar no mercado nacional de biodiesel. Em janeiro a unidade foi arrendada por um dos sócios da Biopar, grupo empresarial que já controla três unidades produtivas – Floriano (PI), Santo Antônio do Tauá (PA) e Nova Marilândia (MT). Nessa segunda-feira (19), a planta recebeu novas autorizações da ANP que oficializam a transferência no comando do ativo.

O complexo industrial de Alto Araguaia tem uma história cheia de reviravoltas. Ele foi construído originalmente pela Agrenco e chegou a ser colocado em operação – pequenos volumes de biodiesel foram fabricados lá entre 2008 e 2010. Com a falência definitiva da Agrenco, contudo, o site ficou inativo até meados de 2019, quando foi aquirido pela Fênix por cerca de R$ 40,5 milhões.

Fênix

A Fênix reformou o complexo que, além da fábrica de biodiesel, conta com unidade esmagadora de soja e integração com modal ferroviário. Em março de 2022, a Fênix chegou a receber autorização da ANP para começar a operar a usina, mas, passados quase dois anos, nenhuma gota de biodiesel saiu de lá.

A usina de Alto Araguaia (MT) vai ter mais uma chance de entrar no mercado nacional de biodiesel. Em janeiro a unidade foi arrendada por um dos sócios da Biopar, grupo empresarial que já controla duas três unidades produtivas – Floriano (PI), Santo Antônio do Tauá (PA) e Nova Marilândia (MT). Nessa segunda-feira (19), a planta recebeu novas autorizações da ANP que oficializam a transferência no comando do ativo.

O complexo industrial de Alto Araguaia tem uma história cheia de reviravoltas. Ele foi construído originalmente pela Agrenco e chegou a ser colocado em operação – pequenos volumes de biodiesel foram fabricados lá entre 2008 e 2010. Com a falência definitiva da Agrenco, contudo, o site ficou inativo até meados de 2019, quando foi aquirido pela Fênix por cerca de R$ 40,5 milhões.

Fênix

A Fênix reformou o complexo que, além da fábrica de biodiesel, conta com unidade esmagadora de soja e integração com modal ferroviário. Em março de 2022, a Fênix chegou a receber autorização da ANP para começar a operar a usina, mas, passados quase dois anos, nenhuma gota de biodiesel saiu de lá.

No mês passado, a empresa aceitou uma proposta para desmembrar os ativos e passá-los adiante. Além do arrendamento – com opção de compra – da usina de biodiesel para a Biopar; a unidade de esmagamento vai ser assumida pela Queiroz Agro.

Voo solo 

BiodieselBR.com apurou que, embora tenha sido arrendada pelo principal acionista do Grupo Biopar, a usina de Alto Araguaia não fará – formalmente – parte do grupo por não envolver os demais sócios. A Biopar soma 283,7 mil m³ em capacidade anual sendo 90 mil m³ das plantas de Floriano (PI) e Santo Antônio do Tauá (PA) e 103,7 mil m³ de Nova Marilândia (MT). 

A usina de Alto Araguaia tem capacidade para fabricar 244,8 mil m³ de biodiesel por ano – 24ª maior do país. Se for considerada em conjunto com as demais unidades do produtivas da Biopar, o grupo passrá a reunir 528,5 mil m³. Com isso, o grupo sobiria cinco posições no ranking dos maiores fabricantes de biodiesel em capacidade instalada, deslocando a PBio, que tem 500,7 mil m³, para a sexta posição.

No ano passado, o Grupo Biopar movimentou cerca de 158 mil m³ de biodiesel o que representa uma taxa de ocupação de 55,7% do parque instalado do grupo.

A autorização de exercício de atividade da Fênix pode ser acessada clicando aqui.
A autorização de operação da usina de Alto Araguaia pode ser acessada clicando aqui.

Atualização às 17h50: Uma versão anterior do texto informava que a usina de Alto Araguaia faria parte do Grupo Biopar. O texto foi corrigido para informar que apenas um dos sócios da Biopar está envolvido com a Fênix.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

Compartilhar: