Empresa gaúcha deu oferta de R$ 26,1 milhões para ficar com instalações e equipamentos da fábrica de biodiesel em Porangatu (GO)
Mais uma usina que esteve inativa durante vários anos pode estar comentando a trilhar o caminho de volta ao mercado. Na quinta-feira da semana passada (18), a Olfar arrematou por R$ 26,1 milhões as instalações e equipamentos da unidade produtiva que pertenciam à Bionasa. A planta está localizada em Porangatu (GO).
Mais uma usina que esteve inativa durante vários anos pode estar comentando a trilhar o caminho de volta ao mercado. Na quinta-feira da semana passada (18), a Olfar arrematou por R$ 26,1 milhões as instalações e equipamentos da unidade produtiva que pertenciam à Bionasa. A planta está localizada em Porangatu (GO).
Não se trata de uma planta modesta. Antes de ser paralisada, a Bionasa tinha capacidade de fabricar um pouco mais de 235 milhões de litros por ano. Se ela voltar ao mercado hoje com essa exata capacidade produtiva, ela ocuparia a 13ª posição no ranking nacional de usinas – desalojando a Camera de Ijuí.
Atualmente, Olfar é dona de outras duas usinas de biodiesel: Erechim (RS) com 216 milhões de litros em capacidade instalada e Porto Real (RJ) que pode fabricar até 162 milhões de litros. No ano passado, a empresa fabricou um total de 200,1 milhões de litros de biodiesel.
Vida curta
Apesar do bom porte, a fábrica de Porangatu teve uma vida curta e conturbada. Sua primeira produção registrada pela ANP aconteceu em abril de 2011 e ela operou de forma bastante irregular até dezembro de 2012 quando teve a produção paralisada de vez. Durante esse período, a produção total foi de 51,3 milhões de litros.
Em fevereiro de 2014, a empresa teve seus bens penhorados pela Justiça do Trabalho. Em agosto daquele mesmo ano, uma parte dos equipamentos da companhia chegou a ir a leilão sendo arrematada pela Granol.
Em abril de 2015, a empresa teve as autorizações cassadas pela ANP sacramentando sua saída do mercado em definitivo.
O restante do patrimônio – incluindo o terreno onde a usina está instalada, prédios, equipamentos industriais e parque de tancagem – estava avaliado R$ 31,4 milhões. O negócio atraiu pelo menos mais um interessado que chegou a disputar a compra com os representantes da Olfar. No fim, valor pago corresponde a 83% do preço de avaliação.
Retornos
Esse é o terceiro caso em poucos meses em que uma usina de biodiesel que estava inativa há vários anos dá sinais de vida.
Em junho, a Camera reativou sua unidade produtiva em Ijuí (RS) que estava parada há quase quatro anos. Um mês depois, a Prisma trouxe de volta ao mercado a usina de Sumaré (SP) que pertencia à SP Bio.
Até o fechamento deste texto, BiodieselBR.com tentou contato com a direção da Olfar para saber mais a respeito dos planos da companhia para seu novo ativo sem obter retorno.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com