Na média nacional os preços do biocombustível tiveram alta de 10,8% em apenas uma semana
Depois de 15 semanas em queda continua ao longo das quais o biodiesel perdeu praticamente 27% de seu valor, os preços do biodiesel tiveram um repique. E foi um repique e tanto. Na semana entre os dias 01 e 07 de maio, a ANP registrou uma alta de quase 10,8% na média semanal dos preços praticados entre usinas e distribuidoras. Foi a maior alta semanal no histórico da agência reguladora.
Depois de 15 semanas em queda continua ao longo das quais o biodiesel perdeu praticamente 27% de seu valor, os preços do biodiesel tiveram um repique. E foi um repique e tanto. Na semana entre os dias 01 e 07 de maio, a ANP registrou uma alta de quase 10,8% na média semanal dos preços praticados entre usinas e distribuidoras. Foi a maior alta semanal no histórico da agência reguladora.
O motivo para o aumento é claro: o início da monofasia tributária. Antes as usinas pagavam 12% de ICMS sobre o preço de venda. Agora, o valor do tributo é de quase 95 centavos por litro vendido. E a transição das vantagens tributárias que existiam no regime anterior ainda está sendo discutida.
O preço foi impactado principalmente pela alta no mercado da Região Sul onde o valor médio do metro cúbico do biodiesel teve aumento de 14,1% ao longo da 18ª semana (18S) de 2023 e chegou a R$ 4.523,39. Esse aumento fez com que o Sul perdesse a posição de mercado regional com o biodiesel mais barato do país depois de 9 semanas seguidas.
Agora o piso do mercado nacional passa da ser ocupado pelo Centro-Oeste onde o m³ de biodiesel está custando R$ 4.421,67 enquanto o teto coube aos R$ 4.788,60 praticados no Norte. Dessa forma, a média nacional foi para R$ 4.604,85.
Custo maior
O movimento de alta tem fundamento nos custos das usinas que também subiram na 18S embora numa velocidade menor que os preços do mercado. O Indexador BiodieselBR se valorizou quase 3% na última semana chegando em R$ 3.763,51.
O descompasso fez com que a margem para os fabricantes em relação à média nacional atingisse a maior marca no histórico. São 22,3% ou R$ 841,34 para cada m³.
Essa mudança na direção do mercado fez com que o biodiesel – que vinha se aproximando – se distanciasse bastante dos preços do diesel fóssil cobrados por refinadores nacionais e importadores. Segundo a ANP, o último reajuste da Petrobras fez com que o combustível fóssil puro caísse 5,2% em uma semana indo para R$ 3.500,23 – seu menor nível de preço desde outubro de 2021.
A diferença do biodiesel para o diesel mineral que havia chegado a 12,5% na última semana se alargou para 31,5%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com