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Bioenergia emprega 3,44 milhões de trabalhadores no mundo

Levantamento feito pela Irena mestra retração de 2,3% no número pessoas ocupada no segmento. Energias renováveis como um todo avançaram 5,4%

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Pelo segundo ano seguido, o número de postos de trabalho gerados pela indústria de bioenergia recuou. É o que aponta a mais nova edição do estudo Energias Renováveis e Empregos que acaba de ser publicado pela Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena). Segundo as estimativas do órgão, no mundo todo, um pouco mais de 3,44 milhões de pessoas estiveram estão ocupadas em empresas dedicadas à produção bioenergia.

O segmento é liderado pela produção de biocombustíveis líquidos que registrou, no ano passado, um pouco mais de 2,42 milhões de empregados. Biomassa sólida teve 716 mil trabalhadores e biogás com 307 mil.

No agregado entre essas três fontes, a quantidade de empregos ficou 2,3% abaixo dos 3,52 milhões contabilizados em 2021. O pico do segmento aconteceu em 2019 quando as empresas do ramo tiveram 3,58 milhões de trabalhadores. Apesar da queda, a bioenergia se manteve como a segunda maior empregadora na indústria global de energias renováveis.

Pelo segundo ano seguido, o número de postos de trabalho gerados pela indústria de bioenergia recuou. É o que aponta a mais nova edição do estudo Energias Renováveis e Empregos que acaba de ser publicado pela Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena). Segundo as estimativas do órgão, no mundo todo, um pouco mais de 3,44 milhões de pessoas estiveram estão ocupadas em empresas dedicadas à produção bioenergia.

O segmento é liderado pela produção de biocombustíveis líquidos que registrou, no ano passado, um pouco mais de 2,42 milhões de empregados. Biomassa sólida teve 716 mil trabalhadores e biogás com 307 mil.

No agregado entre essas três fontes, a quantidade de empregos ficou 2,3% abaixo dos 3,52 milhões contabilizados em 2021. O pico do segmento aconteceu em 2019 quando as empresas do ramo tiveram 3,58 milhões de trabalhadores. Apesar da queda, a bioenergia se manteve como a segunda maior empregadora na indústria global de energias renováveis.

Ela é superada apenas contingente de 4,29 milhões de empregados no segmento fotovoltaico.

Em expansão

No total, o setor de energias renováveis sustentou perto de 12,7 milhões de empregos e segue em franca expansão. Entre 2020 e 2021 foram acrescentados cerca de 650 mil postos de trabalho entre todos os segmentos. Quase metade desse total – cerca de 310 mil postos – foram criados em empresas ligadas à geração solar cuja força de trabalho se expandiu 7,8%.

A energia solar foi – de longe – a que mais avançou ao longo do histórico. Nos últimos dez anos o emprego na indústria fotovoltaica avançou 215%, acrescentando 2,93 milhões novos postos ao pool. Com mais de 1 milhão de novas vagas – crescimento de 43,3% – a bioenergia aparece em segundo lugar.

Um quarto

Praticamente um quarto – 25,4% – dos postos de trabalho em bioenergia estão no Brasil que contabiliza 874,2 mil trabalhadores concentrados principal na produção de etanol e biodiesel. O número ficou praticamente estável em relação ao ano anterior avançando apenas 0,4% com o acréscimo de 3,2 mil vagas.

Pelas contas da Irena, entre o cultivo de cana-de-açúcar e a produção de etanol, mais de 336 mil brasileiros trabalham no setor sucroalcooleiro. Outros 326,9 mil empregos estão no setor de biodiesel. O restante dos postos é de trabalhadores indiretos como na indústria de máquinas e equipamentos que atende aos dois setores.

Apesar de ser líder isolada do mercado de trabalho brasileiro, a bioenergia perdeu um pouco da dianteira. Já a produção de eletricidade fotovoltaica agregou 47,2 mil novas vagas em apenas um ano atingindo a marca de 115,2 mil empregados no Brasil. A energia eólica também teve um crescimento notável de 59,5% e atingiu total de 63,8 mil postos.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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