Levantamento da ANP mostra que o biocombustível ficou 2,3% mais barato na 19ª semana de 2024
O movimento de baixa nos preços do biodiesel iniciado uma semana antes se acelerou na 19ª semana (19S) de 2024. Segundo levantamento feito pela ANP, no período entre os dias 06 e 12 de maio o produto negociado entre usinas e distribuidoras ficou quase 2,3% mais barato do que no ciclo semanal anterior. Esta foi a segunda semana seguida de queda nos valores.
Na média nacional, cada metro cúbico do biodiesel foi negociado por R$ 4.561,89 o que representa uma contração de 3,7% em relação ao valor de mercado que havia sido registrada na 17S – antes da trajetória dos preços ter se invertido.
Com essa segunda queda, o biodiesel devolveu uma parte considerável das altas que se acumularam nas últimas semanas. Apesar dessa mudança nos ventos os preços do biocombustível seguem em patamares relativamente elevados, tanto quando são comparadas à mínima do ano – na 8S o biodiesel foi negociado a R$ 4.078,27 por m³ – quanto em relação à média praticada ao longo desse último ano, de R$ 4.283,60.
O movimento de baixa nos preços do biodiesel iniciado uma semana antes se acelerou na 19ª semana (19S) de 2024. Segundo levantamento feito pela ANP, no período entre os dias 06 e 12 de maio o produto negociado entre usinas e distribuidoras ficou quase 2,3% mais barato do que no ciclo semanal anterior. Esta foi a segunda semana seguida de queda nos valores.
Na média nacional, cada metro cúbico do biodiesel foi negociado por R$ 4.561,89 o que representa uma contração de 3,7% em relação ao valor de mercado que havia sido registrada na 17S – antes da trajetória dos preços ter se invertido.
Com essa segunda queda, o biodiesel devolveu uma parte considerável das altas que se acumularam nas últimas semanas. Apesar dessa mudança nos ventos os preços do biocombustível seguem em patamares relativamente elevados, tanto quando são comparadas à mínima do ano – na 8S o biodiesel foi negociado a R$ 4.078,27 por m³ – quanto em relação à média praticada ao longo desse último ano, de R$ 4.283,60.
Esse movimento de baixa, no entanto, pode estar perdendo vigor. Na última semana o Indexador BiodieselBR apontou para uma estabilização nos custos do setor com seus principais insumos. Segundo indicador, as usinas precisam pagar R$ 3.661,90 para ter acesso ao óleo e metanol necessários para conseguir fabricar um m³ de biodiesel – o valor está 0,3% acima daquele que havia sido registrado na 18S.
Isso encerra um movimento de queda nos custos do setor que vinha se sustentando desde a 16S. Nessas quatro semanas a queda acumulada do indicador se aproxima dos 7,9%.
Com os preços e os custos indo em direções contrárias, as margens das usinas se estreitaram um pouco, passando de 27,8% na 18S para 24,6% no ciclo mais recente. Apesar dessa da queda, a margem do setor encerrou a semana beirando os R$ 900 por m³, consideravelmente acima da média de R$ 392,30 apurada desde o lançamento do atual sistema de comercialização de biodiesel no começo de 2022.
Unânime
Entre as diferentes regiões brasileiras, a queda dos preços foi uma unanimidade. O destaque foi o Nordeste onde o preço do biodiesel recuou mais de 3% em apenas uma semana. Apesar disso, a região segue com o biodiesel mais caro com R$ 4.826,31 por m³.
Já na Região Sul a queda foi bem mais moderada com baixa menor do que 0,4%. Mesmo assim, o produto foi o mais barato do país com custo médio de R$ 4.440,96 por m³.
A distância entre o teto e o piso do mercado, que havia atingido 11,7% na semana anterior, voltou a convergir fechando a última semana abaixo de 8,7% .
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com