Volume negociado entre usinas e distribuidoras superou em mais de um quarto a obrigação do mercado
O volume de biodiesel contratado pelo novo sistema de comercialização imposto pelo governo federal no começo deste ano ultrapassou, pela primeira vez, a barreira de um milhão de m³ negociados num único bimestre. No 3º bimestre (3B) de 2022, as usinas e os distribuidores fecharam a contração de 1.011,7 milhares de m³ de biocombustível. Os números foram divulgados esta semana pela ANP.
Vale ressaltar que, pelo desenho do novo mercado, as distribuidoras só têm que contratar 80% do biodiesel necessário atender à demanda de forma prévia. Os outros 20% podem ser contratados no mercado spot ao longo do próprio bimestre.
O volume de biodiesel contratado pelo novo sistema de comercialização imposto pelo governo federal no começo deste ano ultrapassou, pela primeira vez, a barreira de um milhão de m³ negociados num único bimestre. No 3º bimestre (3B) de 2022, as usinas e os distribuidores fecharam a contração de 1.011,7 milhares de m³ de biocombustível. Os números foram divulgados esta semana pela ANP.
Este volume é suficiente para que as distribuidoras coloquem um pouco mais que 10,1 milhões de m³ de B10 no mercado ao longo dos meses de maio e junho. Esse volume está quase exatamente em linha com a quantidade de óleo diesel que foi demandada pelo mercado nacional durante o 3B do ano passado.
Vale ressaltar que, pelo desenho do novo mercado, as distribuidoras só têm que contratar 80% do biodiesel necessário atender à demanda de forma prévia. Os outros 20% podem ser contratados no mercado spot ao longo do próprio bimestre.
Acima da meta
No entanto, tem sido comum que as negociações superem as metas. No 3B, por exemplo, as distribuidoras só precisaram ter negociado 794,2 mil m³ de biodiesel. No fim das contas, elas acabaram ficando 27,4% acima desse patamar.
Para as usinas, a distância é um pouco maior. A meta era de 763,7 mil m³ e foi superada por uma margem pouco inferior a 32,5%.
Essa não foi a maior margem nas contratações sobre as metas estipuladas pela ANP. Logo no 1B, as distribuidoras abriram 35,8% de vantagem sobre o volume obrigatório enquanto as usinas tiveram 37,4% de vantagem.
Dos 15 fabricantes que não tinham metas a cumprir neste bimestre, 7 estão começando o bimestre com volumes contratados. Ao todo temos 115,4 mil m³ de biodiesel nessa situação. A maior parcela deste volume é da Seara, a subsidiária do Grupo JBS fechou quase 41,2 mil m³ em vendas.
Já 8 fabricantes não conseguiram atingir as metas do bimestre. O maior déficit foi da Potencial que consegui vender um pouco menos que 63,3 mil m³ dos quase 96,9 mil m³ que precisava.
Duas dessas empresas – Cesbra e Brejeiro – ficaram sem vender nada e, por isso, estão com a comercialização de biodiesel suspensa até segunda ordem.
Ranking
Pelo terceiro bimestre seguido, a BSBios se manteve como a empresa do setor com a maior quantidade de contratos fechados. No 3B foram 134,3 mil m³ – cerca de 9% acima da meta de 123,2 mil m³ da fabricante. Este volume é suficiente para garantir uma ocupação média de 86,1% da capacidade instalada da empresa nas usinas de Marialva (PR) e Passo Fundo (RS).
A segunda colocação ficou com a Olfar com 104,2 mil m³ negociados. Nada de novo também nesse caso, esta foi a terceira vez que a empresa manteve a vice-liderança.
Mas houve uma mudança importante na terceira colocação. Com um aumento substancial nas vendas da usina da Seara em Mafra (SC), a JBS tomou a terceira colocação que, até o mês passado, vinha sendo ocupada pela Potencial Biodiesel que apresentou uma retração substancial em relação ao nível de contratação dos bimestres anteriores.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com