A demora das usinas em assumir o custo do combustível usado nos testes de motores pode ter custado ao setor milhões de reais em lucros perdidos.
Os testes de motores para a liberação de misturas maiores de biodiesel começam agora em agosto. Finalmente. Esse início se dará cinco meses depois da data em que eles – originalmente – deveriam ter terminado. A expectativa, no que diz respeito aos testes do B10, estejam terminados até março do ano que vem.
Os testes de motores para a liberação de misturas maiores de biodiesel começam agora em agosto. Finalmente. Esse início se dará cinco meses depois da data em que eles – originalmente – deveriam ter terminado. A expectativa, no que diz respeito aos testes do B10, estejam terminados até março do ano que vem.
Todo esse atraso aconteceu por que ninguém queria arcar com os custos do combustível a ser consumido e de seu transporte. Como a lei não estabelecia de onde viria o dinheiro, ninguém levantou a mão. Foi só depois de muita discussão que a conta acabou ficando com aqueles que serão os maiores beneficiados: as usinas de biodiesel.
São os produtores de biodiesel que dividirão entre si os cerca de R$ 3 milhões necessários para que o biodiesel saia das usinas e chegue até os laboratórios. Trata-se de um valor que soa muito mais alto do que realmente é. Ele será divido entre as mais de 20 empresas atuantes num setor que fatura mais de R$ 1,5 bilhão a cada dois meses.
Analisando friamente, o setor correu o risco de perder muito mais do que R$ 3 milhões ao titubear em assumir esse custo desde o princípio.
Até hoje, a postura oficial da Anfavea é que o B9 não pode ser antecipado porque os testes não foram finalizados. É um argumento não persistiria se o cronograma previsto na Lei 13.263/2016 tivesse sido cumprido a risca e os testes tivessem sido concluído até março deste ano.
Se os testes nos motores estivessem finalizados, é possível especular e -- talvez – o B9 tivesse sido antecipado para julho deste ano ou agora em setembro, como tanto querem os próprios fabricantes.
O B9 representaria entre 90 e 100 mil m³ de biodiesel a mais por bimestre. Pelos preços correntes, isso reverteria em, aproximadamente, R$ 250 milhões a cada dois meses em renda extra para as usinas. Ou seja, daria para pagar o custo dos testes com enorme folga apenas com os lucros.
Isso sem nem levar em conta ágio maior que as distribuidoras teriam que pagar no biodiesel vendido pelas usinas. Com B9, seriam cerca de 900 mil m³ comercializados a cada leilão o que aproximaria oferta e demanda. Mesmo que esse aumento na demanda rendesse um mísero centavo adicional no preço médio do biodiesel – uma projeção extremamente conservadora –, as usinas receberiam R$ 9 milhões a mais em somente um leilão. Três vezes o custo dos testes.
Se o B9 não vier este ano por causa do atraso nos testes, o setor estará carregando a certeza de que deixou de investir R$ 3 milhões em algo que reverteria em muitos outros milhões de reais de retorno.
Miguel Angelo Vedana – BiodieselBR.com
Os testes de motores para a liberação de misturas maiores de biodiesel começam agora em agosto. Finalmente. Esse início se dará cinco meses depois da data em que eles – originalmente – deveriam ter terminado. A expectativa, no que diz respeito aos testes do B10, estejam terminados até março do ano que vem.
Todo esse atraso aconteceu por que ninguém queria arcar com os custos do combustível a ser consumido e de seu transporte. Como a lei não estabelecia de onde viria o dinheiro, ninguém levantou a mão. Foi só depois de muita discussão que a conta acabou ficando com aqueles que serão os maiores beneficiados: as usinas de biodiesel.
São os produtores de biodiesel que dividirão entre si os cerca de R$ 3 milhões necessários para que o biodiesel saia das usinas e chegue até os laboratórios. Trata-se de um valor que soa muito mais alto do que realmente é. Ele será divido entre as mais de 20 empresas atuantes num setor que fatura mais de R$ 1,5 bilhão a cada dois meses.
Analisando friamente, o setor correu o risco de perder muito mais do que R$ 3 milhões ao titubear em assumir esse custo desde o princípio.
Até hoje, a postura oficial da Anfavea é que o B9 não pode ser antecipado porque os testes não foram finalizados. É um argumento não persistiria se o cronograma previsto na Lei 13.263/2016 tivesse sido cumprido a risca e os testes tivessem sido concluído até março deste ano.
Se os testes nos motores estivessem finalizados, é possível especular e -- talvez – o B9 tivesse sido antecipado para julho deste ano ou agora em setembro, como tanto querem os próprios fabricantes.
O B9 representaria entre 90 e 100 mil m³ de biodiesel a mais por bimestre. Pelos preços correntes, isso reverteria em, aproximadamente, R$ 250 milhões a cada dois meses em renda extra para as usinas. Ou seja, daria para pagar o custo dos testes com enorme folga apenas com os lucros.
Isso sem nem levar em conta ágio maior que as distribuidoras teriam que pagar no biodiesel vendido pelas usinas. Com B9, seriam cerca de 900 mil m³ comercializados a cada leilão o que aproximaria oferta e demanda. Mesmo que esse aumento na demanda rendesse um mísero centavo adicional no preço médio do biodiesel – uma projeção extremamente conservadora –, as usinas receberiam R$ 9 milhões a mais em somente um leilão. Três vezes o custo dos testes.
Se o B9 não vier este ano por causa do atraso nos testes, o setor estará carregando a certeza de que deixou de investir R$ 3 milhões em algo que reverteria em muitos outros milhões de reais de retorno.
Miguel Angelo Vedana – BiodieselBR.com