Aberta nessa segunda-feira (19) quer levantar junto empresas do setor de transportes ‘eventuais problemas mecânicos e econômicos’ relacionados com a adição de biodiesel
O clima entre a Associação dos Produtores de Bicombustíveis do Brasil (Aprobio) e a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) não anda dos mais amistosos. Na última segunda-feira (19), a entidade que reúne cerca de 155 mil transportadoras que atuam no mercado brasileiro colocou no ar pesquisa que pretende coletar a percepção de empresas do segmento de transportes rodoviários a respeito do diesel nacional.
Para Aprobio, essa sondagem seria uma forma indireta de ataque a indústria do biodiesel. “A iniciativa tem um endereço certo: prejudicar uma extensa cadeia de produção que gera emprego para a população e receita para o Estado, desenvolve a economia nacional com investimento, apoia o pequeno agricultor, reduz a emissão de gases de efeito estufa, melhora o meio ambiente e a qualidade de vida do cidadão”, reclama a entidade em nota divulgada nessa sexta-feira.
O clima entre a Associação dos Produtores de Bicombustíveis do Brasil (Aprobio) e a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) não anda dos mais amistosos. Na última segunda-feira (19), a entidade que reúne cerca de 155 mil transportadoras que atuam no mercado brasileiro colocou no ar pesquisa que pretende coletar a percepção de empresas do segmento de transportes rodoviários a respeito do diesel nacional.
Para Aprobio, essa sondagem seria uma forma indireta de ataque a indústria do biodiesel. “A iniciativa tem um endereço certo: prejudicar uma extensa cadeia de produção que gera emprego para a população e receita para o Estado, desenvolve a economia nacional com investimento, apoia o pequeno agricultor, reduz a emissão de gases de efeito estufa, melhora o meio ambiente e a qualidade de vida do cidadão”, reclama a entidade em nota divulgada nessa sexta-feira.
Foco no biodiesel
Disponível no website da CNT, a pesquisa – embora nominalmente restrita a representantes de empresas de transportes rodoviários – com 16 perguntas está acessível a todos sem a necessidade de autenticação.
Seria difícil negar que a principal preocupação da enquete seja a mistura de biodiesel ao óleo diesel convencional. O texto que explica o objetivo da ação diz que ela foi iniciada “para avaliar eventuais problemas mecânicos e econômicos relacionados à composição do diesel comercial, a partir da elevação dos teores de biodiesel aplicados nos últimos anos”. Não bastasse isso, o link que leva ao formulário que deve ser preenchido é: www.cnt.org.br/CNT_Biodiesel.
A Aprobio reclama principalmente que em diversos trechos o texto da pesquisa parece querer reforçar o entendimento de que há uma correlação entre o aumento do teor de biodiesel e o surgimento de problemas mecânicos nos veículos e, também, o aumento do preço final do diesel nas bombas.
Vale lembrar que, entre 2016 e 2019, uma série de ensaios foram realizados sob coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME) para validar o uso de misturas de biodiesel até 15% em motores. Publicado há pouco mais de dois anos, o relatório deu “parecer geral favorável ao aumento do uso de biodiesel”.
Acusação
A Aprobio acusa ainda que a CNT tem sido uma das patrocinadoras de uma “campanha para tomar o biodiesel como o vilão do preço do combustível nas bombas” que, recentemente, levou o governo federal a reduzir a mistura obrigatória de 13% para 10% durante o período de vigência do Leilão 79.
“A realização da sondagem desinforma aqueles a quem a entidade deveria representar e opta pelo atraso na contramão do que o mundo hoje já reconhece em relação ao processo de transição do sistema de transporte de carga para a adoção de energia limpa”, protesta o direto superintendente da Aprobio, Julio Minelli.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com