Usina de biodiesel em Ji-Paraná abriu nessa terça-feira processo de consulta pública de sua certificação para o Renovabio
Não são apenas as grandes usinas de biodiesel que estão de olho na nova linha de faturamento que o mercado de carbono criado pelo Renovabio deverá abrir para o setor de biocombustíveis nos próximos meses. Nessa terça-feira (17), a Green Domus publicou toda a documentação referente ao processo de consulta pública da Amazonbio.
A usina da empresa em Ji-Paraná (RO) é uma das menores do setor de biodiesel. Ela tem capacidade instalada para fabricar apenas 32,4 milhões o que a coloca na 46ª colocação num ranking de fabricantes que tem 50 posições.
Não são apenas as grandes usinas de biodiesel que estão de olho na nova linha de faturamento que o mercado de carbono criado pelo Renovabio deverá abrir para o setor de biocombustíveis nos próximos meses. Nessa terça-feira (17), a Green Domus publicou toda a documentação referente ao processo de consulta pública da Amazonbio.
A usina da empresa em Ji-Paraná (RO) é uma das menores do setor de biodiesel. Ela tem capacidade instalada para fabricar apenas 32,4 milhões o que a coloca na 46ª colocação num ranking de fabricantes que tem 50 posições.
No ano passado, a produção da usina foi de 15,8 milhões de litros.
Bons números
Apesar da produção relativamente modesta da usina, a empresa conseguiu atingir números bastante promissores dentro do Renovabio. Ela é a única outra usina de biodiesel – além da Olfar de Porto Real – a certificar 100% de sua capacidade produtiva.
Ela também conseguiu atingir uma boa Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) com 80,4 gCO2eq/MJ. Isso a deixa apenas 1,1% abaixo dos 81,3 gCO2eq/MJ da NEEA da BSBios de Passo Fundo, usina que, até agora, que tem a melhor nota do setor de biodiesel.
Essa nota permitirá que a Amazonbio gere um CBio para cada 375,1 litros de biodiesel fabricados permitindo que a empresa coloque perto de 86,7 milhares de créditos no mercado a cada ano. O número é maior que os apresentados por usinas bem maiores como os da Granol em Cachoeira do Sul e Porto Nacional; respectivamente 78,4 e 76 mil CBios.
Com base na projeção da Ministério de Minas e Energia (MME) de que cada CBio poderá ser negociado a US$ 10, a Amazonbio poderia faturar até R$ 4,32 milhões por ano apenas com a venda de CBios. A produção da usina no ano passado teria rendido pouco mais que R$ 2,11 milhões.
Com a adição da Amazonbio, já são 21 usinas de biodiesel já certificadas – ou em vias de – para emissão de CBios. Todas elas permitiriam que fossem emitidos 5,37 milhões de CBios que renderiam até R$ 268,7 milhões para as usinas a cada ano.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com