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Acordo Petrobras e Galp no biodiesel ainda sem data para começar


Diário Económico - 06 dez 2011 - 07:34 - Última atualização em: 27 fev 2012 - 13:40

O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, em entrevista publicada nesta terça-feira (6) pelo Diário Económico, de Lisboa, reafirma o objetivo estratégico de entrar no mercado europeu de bicombustíveis, através de plataforma em Portugal, mas adianta que o início da operação em 2014, como inicialmente previsto, não deverá ser viável.

"Portugal é, sem reservas, a porta privilegiada de entrada da Petrobras no mercado europeu", afirma, mas mostra-se cético em relação à data de início da produção. De acordo com o presidente da Petrobras, o projeto está em marcha, mas vai "levar o seu tempo".

Segundo Gabrielli, as plantações de palma, no Pará, ainda estão a ser feitas, o que exige algum tempo até que a produção da oleaginosa se inicie. "Precisamos de ter a produção primeiro e a produção é um problema de natureza".

Por outro lado, além da produção de palma, o início do refino na Europa "depende também da situação em Portugal, porque a legislação portuguesa precisa ainda de ser refinada". "Não está muito claro quais são os requisitos legais e qual a especificação do biodiesel de Portugal. Os biocombustíveis têm vários componentes, têm uma série de condições técnicas que são definidas pelos países", afirma na entrevista ao jornal português.

A Petrobras assinou com a Galp um protocolo para produzir biocombustíveis em Portugal, prevendo-se que a fábrica comece a operar em 2014. Este prazo pode antecipar?
Não há possibilidade de antecipação, porque precisamos de fazer a plantação das palmas e isso leva algum tempo. Estamos a fazer as plantações de palma no Pará, em regiões com alta presença de populações urbanas, as chamadas regiões antropizadas, isto é, não vamos utilizar nenhuma área nova em que não haja já presença de seres humanos. Estamos a recuperar áreas degradadas, e isso leva um tempo. A palma também leva algum tempo a crescer. Nós temos duas ‘joint-ventures': uma com o Brasil e outra em Portugal, com a Galp, onde vamos fazer a etapa de produção de óleo e a etapa de biodiesel de segunda geração. E toda a produção vai ser feita a partir dessa folha de palma no Pará. Esse é o problema: precisamos de ter a produção primeiro e a produção é um problema de natureza.

Há risco então de esse prazo resvalar?
Aí depende da produção e depende também da situação em Portugal, porque a legislação portuguesa precisa ainda de ser refinada. Não está muito claro quais são os requisitos legais e qual a especificação do biodiesel de Portugal. Os biocombustíveis têm vários componentes, têm uma série de condições técnicas que são definidas pelos países. Essas formulações são feitas ao longo do tempo.

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