Entidade cobrou do ministério divulgação diária das entregas e retiradas do setor
Nessa terça-feira (30), um grupo de representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) esteve em Brasília para uma reunião com autoridades do Ministério de Minas e Energia (MME). Durante o encontro, a entidade apresentou propostas para o aprimoramento do sistema de comercialização de biodiesel para o acompanhamento da situação de entregas e retiradas.
Junto com as outras duas entidades representativas do setor de biodiesel – Aprobio e Ubrabio –, a Abiove havia apresentado no final de abril uma solicitação para a formação de um comitê de acompanhamento que pudesse centralizar os dados a respeito da movimentação de biodiesel.
Hoje, a ANP publica os números referentes às entregas de biodiesel das usinas apenas de forma mensal. Normalmente, isso é o bastante. Em meio à crise do coronavírus, contudo, a defasagem na publicação desses números aumentou as incertezas que afligiam o mercado e ajudou a engrossar a crise que se formou em torno do Leilão 72.
Nessa terça-feira (30), um grupo de representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) esteve em Brasília para uma reunião com autoridades do Ministério de Minas e Energia (MME). Durante o encontro, a entidade apresentou propostas para o aprimoramento do sistema de comercialização de biodiesel para o acompanhamento da situação de entregas e retiradas.
Junto com as outras duas entidades representativas do setor de biodiesel – Aprobio e Ubrabio –, a Abiove havia apresentado no final de abril uma solicitação para a formação de um comitê de acompanhamento que pudesse centralizar os dados a respeito da movimentação de biodiesel.
Hoje, a ANP publica os números referentes às entregas de biodiesel das usinas apenas de forma mensal. Normalmente, isso é o bastante. Em meio à crise do coronavírus, contudo, a defasagem na publicação desses números aumentou as incertezas que afligiam o mercado e ajudou a engrossar a crise que se formou em torno do Leilão 72.
A Abiove cobrou que os dados passem a ser divulgados de forma diária mostrando os valores de entregas de biodiesel pelas usinas, retiradas pelas distribuidoras e o número de ocorrências de no-show – quando a transportadora contratada não aparece para buscar o produto no horário combinado. “A melhor forma de saber o que está acontecendo no mercado seria um boletim diário com dados agregados. Essas informações já existem e são públicas, só teríamos que acertar a periodicidade”, ressalta Daniel Amaral, economista da Abiove.
Manutenção do sistema de leilões
Além de retomar esse pleito, a Abiove também aproveitou a oportunidade para defender a manutenção do sistema de leilões.
Não é segredo para ninguém do ramo que a Petrobras não quer mais ocupar o papel que atualmente desempenha como organizadora geral do sistema de comercialização de biodiesel. Com a iminente venda de metade de sua capacidade de refino, a petroleira deixaria de ser a única fabricante de óleo diesel puro do mercado brasileiro.
Essa mudança vem precipitando um debate sobre o formato da comercialização do biodiesel no Brasil. “A Abiove se manifestou a favor do modelo de leilões”, resumiu Daniel. “O sistema tem um arranjo muito bom que não só garante a efetividade da concorrência valorizando preços baixos e boa logística como ainda vincula a compra de biodiesel à do diesel e nos dá garantia de que a mistura obrigatória está mesmo sendo feita. Isso é importante”, diz.
Apesar dessa defesa, a Abiove cobrou ajustes finos em pontos como o endurecimento das regras contra usinas que deixem de fazer entregas não apenas no mercado regular, mas também para os estoques reguladores e mudanças regras de incentivo para usinas de pequeno porte criadas – mas ainda não implementadas – na Portaria 311/2018. “A legislação [para pequenas usinas] está dada, mas acreditamos que a forma do incentivo poderia ser simplificada”, elabora Daniel.
Em sua redação atual a Portaria MME 311/2018 divide a Etapa 3 dos leilões de biodiesel em duas fases. A primeira delas seria exclusiva para as usinas de menor porte, nela as distribuidoras teriam que arrematar entre 5% a 10% do volume total de cada leilão.
“A gente ainda não tem uma sugestão concreta para esses pontos, mas acreditamos que existe um espaço para aprimoramento do sistema atual”, encerra o entrevistado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com