Pesquisadores norte-americanos convertem glicerina em etanol
A Universidade Estadual do Michigam, nos Estados Unidos, divulgou que um grupo de pesquisadores desenvolveu uma plataforma tecnológica para a conversão de glicerina coproduto do biodiesel em etanol.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
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Pesquisadores da Universidade Estadual do Michigam, nos Estados Unidos, estão trabalhando numa nova alternativa para a glicerina produzida como coproduto durante o processo de fabricação do biodiesel: eles querem convertê-la em etanol.
Os resultados desse trabalho foram divulgados desse esforço foram divulgados pela universidade nessa última quarta-feira (21).
Pesquisadores da Universidade Estadual do Michigan, nos Estados Unidos, estão trabalhando numa nova alternativa para a glicerina produzida como coproduto durante o processo de fabricação do biodiesel: eles querem convertê-la em etanol. Os resultados desse trabalho foram divulgados desse esforço foram divulgados pela universidade nessa última quarta-feira (21).
Os pesquisadores envolvidos identificaram duas bactérias capazes de agir em conjunto. A primeira delas fermenta o glicerol – transformando-o em etanol – enquanto a segunda metaboliza todos os resíduos gerados no processo produzindo pequenas quantidades de eletricidade. “Deu algum trabalho, mas, eventualmente, conseguimos desenvolver um par robusto de bactérias. Nós modificamos cada uma delas para trabalhar em conjunto e eliminar todo o resíduo. É uma situação ganha-ganha”, explica a microbióloga da MSU Gemma Reguera.
O foco principal do projeto é incorporar essas bactérias numa nova plataforma tecnológica que permita às usinas de biodiesel converterem a glicerina que produzem em etanol. Os pesquisadores esperam que a produção in loco permita aos fabricantes substituir o metanol derivado de fontes fósseis que usam em seus processos atuais por etanol renovável fabricado internamente.
O metanol é o segundo insumo mais importante na fabricação de biodiesel – atrás somente dos óleos e gorduras.
Hidrogênio De quebra, os pesquisadores querem usar captar a eletricidade gerada durante o processo por meio de uma célula de eletrólise microbiana (MEC na sigla em inglês), a ideia é usar essa energia para quebrar moléculas de água para a geração de hidrogênio de baixo custo que poderia ser, então, comercializado como um combustível renovável ou como um insumo para diversas indústrias químicas.
Os pesquisadores já estão trabalhando com investidores para desenvolver protótipos dessa nova tecnologia.
Os resultados da pesquisa foram publicados na Environmental Science and Tecnology cujo resumo pode ser consultado aqui.