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Pesquisadora usa glicerina na fabricação de células de combustível

glicerina celula_combustivel_160113Pesquisadora brasileira está usando glicerina de biodiesel e garrafas PET na fabricação de membranas de células de combustível.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
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Pesquisadora brasileira está usando glicerina de biodiesel e garrafas PET na fabricação de membranas de células de combustível.

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Uma pesquisa realizada na Universidade Federal do Paraná (UFPR) está dando um destino hi-tech à glicerina produzida pelas usinas de biodiesel: a fabricação de membranas para células de combustível. O estudo se baseia no aproveitamento deste coproduto e de garrafas PET recicladas quimicamente para chegar num material de alto valor agregado.

De acordo com a autora da pesquisa, Agne Carvalho, cada 200 gramas de glicerina podem render até 1 quilo do poliéster aromático sulfonado utilizado nas membranas. Contudo, o processo precisa de matéria-prima tenha boa qualidade o que exige a purificação da glicerina utilizada.

Embora ainda não tenha feito todos os cálculos do custo da nova tecnologia, por utilizar resíduos a pesquisadora acredita que a novidade tende a ser mais barata do que as membranas utilizadas hoje em dia “O nosso processo utiliza glicerina purificada proveniente do biodiesel e PET pós-consumo oriundo de garrafas de refrigerantes, que precisam apenas ser lavadas e trituradas”, explica.

Células de combustível
A célula a combustível tem a função de gerar energia elétrica. Diferente das baterias, a energia produzida é proveniente da combinação de moléculas de hidrogênio com oxigênio gerando apenas água e calor como subprodutos do processo.

Por ter baixa emissão de poluentes e uma alta eficiência, a tecnologia é vista com um grande potencial de aplicação, principalmente no setor automobilístico. Mas a novidade ainda precisa de avanços para ser colocada em prática. “São muitos os ramos da ciência envolvidos, empenhados em ampliar estudos de desenvolvimento de membranas, sobre catalisadores, armazenamento e distribuição de hidrogênio, entre outras”, destaca Agne.

Para a pesquisadora, no Brasil ainda faltam incentivos do governo para aprimorar a tecnologia. “Quando as pesquisas sobre as células a combustível estiverem consolidadas e as vantagens comprovadas, talvez consigamos subsídios”.

Patrícia Herman – BiodieselBR.com
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