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Exportações de glicerina recuam 16% após recorde de julho

Quantidade do coproduto embarcada para fora do país em agosto somou 56,8 mil toneladas

BiodieselBR.com 3 min de leitura

O surto nas exportações de glicerina teve vida curta. Após ter batido o recorde no mês passado com mais de 67,5 mil toneladas vendidas para fora do país, os exportadores parecem ter desacelerado. Em agosto, as vendas foram de 56,8 mil toneladas, uma queda de 15,8% em relação ao mês anterior.

A queda se deveu principalmente a uma retração de 18,6% nas vendas de glicerina bruta, que ficaram abaixo de 47 mil toneladas. Já a glicerina destilada registrou um pequeno aumento na demanda – menos de 0,7% – passando para 9,9 mil toneladas.

Recorde encaminhado

Apesar da queda, agosto ainda não foi um mês ruim. O volume de glicerina exportado foi o quinto maior da história, o que torna 2024 dono das cinco primeiras colocações no histórico mantido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Mesmo assim, o recorde anual ainda não está garantido. De janeiro até agosto, os exportadores brasileiros já colocaram perto de 452 mil toneladas de glicerina no mercado.

O surto nas exportações de glicerina teve vida curta. Após ter batido o recorde no mês passado com mais de 67,5 mil toneladas vendidas para fora do país, os exportadores parecem ter desacelerado. Em agosto, as vendas foram de 56,8 mil toneladas, uma queda de 15,8% em relação ao mês anterior.

A queda se deveu principalmente a uma retração de 18,6% nas vendas de glicerina bruta, que ficaram abaixo de 47 mil toneladas. Já a glicerina destilada registrou um pequeno aumento na demanda – menos de 0,7% – passando para 9,9 mil toneladas.

Recorde encaminhado

Apesar da queda, agosto ainda não foi um mês ruim. O volume de glicerina exportado foi o quinto maior da história, o que torna 2024 dono das cinco primeiras colocações no histórico mantido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Mesmo assim, o recorde anual ainda não está garantido. De janeiro até agosto, os exportadores brasileiros já colocaram perto de 452 mil toneladas de glicerina no mercado.

O volume ainda está consideravelmente abaixo das 566,5 mil toneladas registradas no ano passado. Mesmo assim, um novo recorde parece estar ao alcance do setor. No mesmo período de janeiro a agosto de 2023, o total exportado havia sido menor que 355 mil toneladas.

Além disso, a média mensal do ano está em 56,5 mil toneladas. Se esse volume for mantido, o mercado conseguirá cobrir as cerca de 115 mil toneladas que ainda faltam para o recorde por volta do começo de novembro.

Faturamento crescente

Embora os ganhos com o mercado de glicerina ainda estejam bem distantes dos níveis exuberantes que apresentaram no biênio 2021/2022, o faturamento do setor tem se recuperado. É possível perceber uma alta consistente nos rendimentos obtidos pelos exportadores desde que o mercado saiu da queda em que entrou entre julho de 2022 e fevereiro de 2023.

Em agosto, as exportações de glicerina renderam mais US$ 16,7 milhões ao país, o equivalente a R$ 92,8 milhões. O valor é 10,4% maior que o registrado em julho.

Além de uma ligeira melhora no câmbio (0,2%) e no perfil de valor agregado da glicerina exportada – 17,4% de glicerina destilada –, os preços do produto em dólares também apresentaram uma leve alta. A glicerina bruta avançou 4,4% em relação a julho e atingiu sua melhor cotação do ano, com US$ 244,62 por tonelada.

Já o produto destilado ficou praticamente estável – leve queda de -0,2% – indo para US$ 528,39 por tonelada, o melhor preço desde março, quando a cotação chegou a US$ 536,10.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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