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Exportações de glicerina do Brasil recuam após recorde de janeiro

Volume do coproduto exportado caiu perto de 16,6% no segundo mês do ano

BiodieselBR.com 3 min de leitura

As exportações brasileiras de glicerina deram um passo atrás em fevereiro. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as vendas do principal coproduto das usinas de biodiesel para o exterior passaram um pouco das 52,2 mil toneladas. Um salto de impressionantes 76,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

A comparação anual, no entanto, pode não ser a mais adequada uma vez que em fevereiro de 2023 as exportações de glicerina tiveram um resultado particularmente magro.

O número mais recente parece menos empolgante quanto comparado ao recorde de janeiro quando as exportações passaram de 62,6 mil toneladas o que indica um escorregão de 16,6% na atividade dos exportadores.

As exportações brasileiras de glicerina deram um passo atrás em fevereiro. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as vendas do principal coproduto das usinas de biodiesel para o exterior passaram um pouco das 52,2 mil toneladas. Um salto de impressionantes 76,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

A comparação anual, no entanto, pode não ser a mais adequada uma vez que em fevereiro de 2023 as exportações de glicerina tiveram um resultado particularmente magro.

O número mais recente parece menos empolgante quanto comparado ao recorde de janeiro quando as exportações passaram de 62,6 mil toneladas o que indica um escorregão de 16,6% na atividade dos exportadores.

Recuperação

Apesar da queda nas exportações em geral, a glicerina destilada teve uma alta de mais de 17% com embarques de 9,93 mil toneladas. Com isso, o produto de maior valor agregado representou uma fatia maior que 19% do mercado total – sua maior participação desde outubro.

Esse aumento, contudo, não foi capaz de compensar a redução de mais de 21,8% nas quantidades embarcadas de glicerina bruta que, no mês passado, ficaram em 42,3 mil toneladas.

A melhoria no perfil de valor agregado das exportações brasileiras ajuda a explicar o porquê do faturamento dos exportadores ter recuado relativamente menos do que o volume exportado. Em fevereiro, o coproduto rendeu aproximadamente US$ 13,6 milhões. Cifra que, em reais, representa cerca de R$ 67,4 milhões.

A queda na receita entre o primeiro e o segundo meses do ano foi de 12,9%.

Essa retração também foi puxada por preços mais baixos pagos pelos importadores. Em fevereiro, a tonelada da glicerina destilada ficou em US$ 485,61 e a da glicerina bruta foi para US$ 206,99 – quedas de, respectivamente, 3,1% e 1,2%.

Esse movimento dá continuidade ao longo período de calmaria nas cotações do produto que já vêm caminhando sobretudo de lado – com um viés de baixa mais perceptível no mercado de glicerina destilada – há cerca de um ano.

Quanto ao destino da glicerina vendida pelo Brasil não tivemos surpresas. O maior comprador do produto nacional foi a China que absorveu 79,6% do total.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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