Embora as cotações tenham apresentado uma alta no mês passado, as vendas do coproduto renderam consideravelmente menos no mês passado
O Brasil continua exportando mais glicerina, mas ganhando menos com isso. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que, em março, as vendas externas do principal coproduto nacional chegaram perto das 23,4 mil toneladas. Esse montante é 9,5% maior do que o apurado em março do ano passado.
O Brasil continua exportando mais glicerina, mas ganhando menos com isso. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram que, em março, as vendas externas do principal coproduto nacional chegaram perto das 23,4 mil toneladas. Esse montante é 9,5% maior do que o apurado em março do ano passado.
O faturamento com esse mercado, no entanto, andou consideravelmente para trás. As vendas renderam apenas US$ 6,92 milhões no período, menos da metade dos US$ 14,5 milhões que haviam rendido um ano atrás.
Esse é o menor resultado mensal desde agosto passado quando as exportações renderam ao país mais de US$ 6 milhões. Naquele mês, no entanto, os embarques ficaram abaixo de 15,4 milhares de toneladas.
Isso mostra bem a corrosão nas cotações acontecida nos últimos meses. Em março de 2018, os importadores pagavam, em média, US$ 438,19 pela tonelada de glicerina bruta – produto que respondeu por 78% das exportações nacionais de glicerina do ano passado. Um ano mais tarde, o valor está em US$ 171,87 – 60,8% menos.
No caso da glicerina destilada, as cotações foram de US$ 922,53 para US$ 480,22. Acumulado de 47,9% de queda.
Repique
Em março, a bem da verdade, tivemos um repique dos preços da glicerina bruta. O valor pago pela glicerina bruta subiu 6,2%. Essa foi a primeira valorização das cotações em quatro meses e a maior registrada em apenas um mês desde janeiro de 2018.
No caso da glicerina destilada tivemos mais um mês de baixa. Entre fevereiro e março os preços caíram 1,2%. Apesar disso, essa foi a queda mais suave nos preços desde agosto passado, quando as cotações ficam basicamente estáveis.
Menos destilada
Outro fator que ajuda a explicar a redução do faturamento com as vendas de glicerina em março foi a baixa nas exportações de glicerina destilada.
Depois de ter representado 36,1% das vendas externas em fevereiro, a participação do produto de maior valor agregado recuou para 20,6% em março – o menor resultado desde setembro passado.
Apesar do recuo, foram exportadas 28,8 mil toneladas de glicerina destilada ao longo do primeiro trimestre, o que representa 28,9% dos embarques totais do período. Essa é a maior fatia para o produto desde 2007 – antes do começo da mistura obrigatória de biodiesel – época em que ela representava praticamente a totalidade das exportações nacionais.
Nos primeiros três meses de 2018, a glicerina destilada tinha cerca de 19,8% do mercado de exportação.
Destinos
A China segue como principal destino da glicerina nacional. O país asiático absorveu 88,2% das exportações brasileiras com 25,9 mil toneladas pelos quais pagou US$ 5,4 milhões.
A glicerina brasileira chegou a cinco países em março.
ábio Rodrigues – BiodieselBR.com