BiodieselBR
Publicidade

Exportações brasileiras de glicerina voltam a engrenar em julho

Depois de uma baixa em junho, o ritmo dos embarques de glicerina pelo Brasil reacelerou em julho

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Desde a virada do ano, o ritmo das exportações brasileiras de glicerina vem cambaleando: alternando meses bons com outros nem tão bons assim. Essas oscilações não impediram que o mercado batesse seu recorde no primeiro semestre e continue crescendo em julho. Segundo dados oficiais do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), os embarques do principal coproduto da indústria de biodiesel superaram a marca das 38 mil toneladas no mês de julho.

Desde a virada do ano, o ritmo das exportações brasileiras de glicerina vem cambaleando: alternando meses bons com outros nem tão bons assim. Essas oscilações não impediram que o mercado batesse seu recorde no primeiro semestre e continue crescendo em julho. Segundo dados oficiais do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), os embarques do principal coproduto da indústria de biodiesel superaram a marca das 38 mil toneladas no mês de julho.

Trata-se de um salto de quase 41% no volume mensal embarcado que vem logo na sequência de uma contração de mais de 30,5% verificada entre os meses maio e junho.

A recuperação se deve principalmente a um aumento na demanda por glicerina bruta. As exportações cresceram substanciais 58% no mês de julho e atingiram a marca de 27,2 mil toneladas. É o segundo melhor resultado do ano – atrás apenas do mês de janeiro quando as vendas chegaram perto de 27,7 mil toneladas.

No segmento de glicerina destilada, a recuperação foi mais modesta. As vendas que haviam recuado cerca de 17% entre maio e junho cresceram menos de 11% em julho. No total foram 10,8 mil toneladas.

Rússia

Apesar do volume consideravelmente maior, a glicerina brasileira chegou a menos destinos em julho. Nosso produto teve 36 compradores internacionais no mês passado contra 38 em junho.

Embora a China continue sendo o maior mercado para a glicerina brasileira, com uma participação de 63,2% da demanda brasileira com 24 mil toneladas, 39,2% a mais do que em junho. Em somente um mês, Rússia mais do que dobrou o volume comprado, indo de 2,93 para 6,57 mil toneladas, chegando a 17,3% do total embarcado no período.

Ganhos

A recuperação no nível de embarques não foi sentida com a mesma intensidade no lado financeiro. As vendas de glicerina renderam ao país um pouco menos que US$ 8,5 milhões.

 

 

O avanço em relação ao mês anterior foi de módicos 17,3%. Isso porque as cotações do produto se mantiveram em queda como já vem acontecendo desde o começo de 2018. De fevereiro do ano passado até agora, a tonelada da glicerina bruta perdeu dois terços de seu valor indo de US$ 451,24 para US$ 150,76.

 

 

Essa é a menor cotação para o produto desde outubro de 2016.

Já a glicerina destilada caiu mais 9,9%, sendo negociada por US$ 406,77. Esse é um dos preços mais baixos no histórico mantido pelo MDIC. A última vez em que as cotações estivaram tão baixas foi em dezembro de 2015

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

Compartilhar: