Volume do coproduto embarcado para fora do país foi o terceiro maior da história. Glicerina destilada aumenta participação
As exportações brasileiras de glicerina voltaram a superar a marca das 40 mil toneladas embarcadas num único mês. Segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Economia, em julho o país vendeu 42,4 milhares de toneladas do principal coproduto da indústria de biodiesel. O volume está praticamente empatado com o resultado que foi registrado quando o Brasil cravou a segunda maior exportação da história.
A China foi o destino de quase 66% da glicerina brasileira exportada em julho, cujo principal ponto de saída do Brasil foi o Porto de Santos, em São Paulo.
As exportações brasileiras de glicerina voltaram a superar a marca das 40 mil toneladas embarcadas num único mês. Segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Economia, em julho o país vendeu 42,4 milhares de toneladas do principal coproduto da indústria de biodiesel. O volume está praticamente empatado com o resultado que foi registrado quando o Brasil cravou a segunda maior exportação da história.
Ao menos por enquanto, tudo indica que o Brasil está num caminho seguro para um novo recorde no mercado de glicerina – este seria o quarto consecutivo. Só no primeiro semestre, o país vendeu aproximadamente 219,8 milhares toneladas de glicerina. Somado o número de julho, o acumulado do ano sobe para 262,1 milhares de toneladas. Esse montante é 13,1% superior ao resultado acumulado entre janeiro e julho de 2019.
A China foi o destino de quase 66% da glicerina brasileira exportada em julho, cujo principal ponto de saída do Brasil foi o Porto de Santos, em São Paulo.
Recorde
Embora o volume total de exportações de glicerina não tenha sido recorde: no segmento de glicerina destilada a história foi diferente. Em julho, os embarques do produto de maior valor agregado passaram das 16,4 mil toneladas, crescimento de quase 51% sobre o mesmo período do ano passado.
Já a demanda externa por glicerina bruta recuou 4,7% ficando em 25,9 mil toneladas.
Com esses números a participação da glicerina destilada subiu para 38,7%. Esse é o melhor resultado da série histórica mostrando que o setor de biodiesel voltou a consolidar sua capacidade de agregar valor a seu principal coproduto.
A partir de janeiro de 2019 a glicerina destilada passou a ocupar uma fatia maior nas exportações brasileiras. Depois de agosto do ano passado, contudo, houve um retrocesso que só começou a ser revertido a partir de novembro passado. Desde então, a participação do produto destilado se recuperou voltando a entrar numa aparente estabilidade depois de maio.
Ganhos maiores
A maior participação da glicerina destilada colaborou para melhorar os ganhos do país nesse mercado. Em julho, o faturamento com a glicerina foi de US$ 14,2 milhões. Esse é o melhor resultado em mais de um ano e meio – em novembro de 2018, o faturamento dos exportadores passou dos US$ 14,8.
A glicerina destilada rendeu US$ 7,96 milhões ao país. Já o produto em estado bruto rendeu em US$ 6,30 milhões.
Apesar do bom resultado da glicerina destilada, o valor pago pelos compradores caiu mais de 12% em somente um mês, encerrando um alta que já durava quatro meses. O valor dessa glicerina, que fechou junho em US$ 552,43, recuou para US$ 485,34 em julho.
No mesmo período, a glicerina bruta avançou de US$ 233,18 para US$ 242,63. Alta de 4%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com