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Exportação de glicerina tem primeiro recuo desde lançamento do PNPB

Segundo dados oficiais do governo, o Brasil exportou menos glicerina em 2016. Essa é a primeira queda desde o lançamento do PNPB.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O Brasil exportou menos glicerina em 2016 do que havia exportado em 2015 – foram 270,2 mil toneladas, uma queda de mais de 11% sobre o resultado anterior. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços que liberou os números de dezembro para as exportações brasileiras.

O Brasil exportou menos glicerina em 2016 do que havia exportado em 2015 – foram 270,2 mil toneladas, uma queda de mais de 11% sobre o resultado anterior. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços que liberou os números de dezembro para as exportações brasileiras.

É a primeira vez que o volume exportado apresenta variação negativa desde que a produção comercial de biodiesel começou no país com o lançamento do B2 em 2008. Isso encerra uma série de oito recordes sucessivos durante a qual o pais disparou de 34,7 mil toneladas exportadas até o pico de 304 mil toneladas em 2015 – avanço de aproximadamente 775%.

Essa redução atingiu tanto a glicerina bruta quanto o produto bidestilado, cujas vendas haviam disparado a partir de 2014. Naquele ano as usinas de biodiesel começaram a apostar em plantas de refino para agregar mais valor a seu principal coproduto.

Foram 215 mil toneladas do produto bruto, cerca de 12,5% menos que em 2015. Já no segmento destilado a queda foi menor – menos de 5% – com 55,2 mil toneladas embarcadas.

O maior comprador da glicerina brasileira foi – de longe – a China que consumiu mais de 180 mil toneladas pelas quais pagou US$ 29,2 milhões. No entanto, a esmagadora maioria do coproduto comprado pelos chineses – mais de 173,2 mil toneladas – saiu do Brasil em sua forma bruta.

Para a glicerina bidestilada nosso melhor parceiro comercial foi a Rússia com importações de mais de 22 mil toneladas do produto e US$ 9,7 milhões em pagamentos.

Tendência Inalterada

Apesar dessa queda, se manteve inalterada a tendência de mais valor agregado no total exportado. Em 2016, a fatia reservada ao produto destilado foi de 20,5% do total – nível de participação inédito para o período pós-PNPB.

Também continuou a tendência de queda nas importações de glicerina bidestilada. Em 2013, tivemos um pico de 19,2 mil toneladas do produto entrando no país. Hoje estamos praticamente em um terço disso com menos de 6,3 mil toneladas importadas.



Preços mais baixos

O volume exportado menor levou também a uma contração no faturamento com o principal coproduto das usinas de biodiesel. No ano passado, entraram no país US$ 59,4 milhões, 23,1% menos que os US$ 77,2 milhões de 2015.

Este, contudo, não é o único fator. Os preços da glicerina no exterior também estão em queda desde 2013, fato que vinha sendo compensado pelo aumento do volume comercializado.



Em 2013 ano que registrou as melhores cotações para o período do PNPB, o valor médio da tonelada de glicerol em bruto girou em torno dos US$ 356,60. Esse valor foi despencado ano a ano e chegou, em 2016, em menos de US$ 154,50.

Coisa parecida vem acontecendo com a glicerina bidestilada. O vendedor que recebia US$ 914,70 em 2013 e viu seu rendimento cair para cerca de US$ 474,65.

Nesse segmento, entretanto, deu sinais de reação em 2016. No ano passado, as cotações aumentaram pouco menos que 4,1% chegando sobre os US$ 456,11 de 2015.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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