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Brasil volta a bater recorde na exportação de glicerina

Com recorde nos embarques de glicerina bruta, as exportações totais somaram 56,1 milhares de toneladas

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O B12 continua alavancando as exportações nacionais de glicerina. Em setembro, os embarques do coproduto do setor de biodiesel voltaram a acelerar e passaram de 56,1 mil toneladas, fazendo com que mercado superasse – por uma margem de 1,5% – o último recorde que havia sido batido em junho passado.

Apesar da aceleração no volume total embarcado, a glicerina destilada não teve um mês lá muito bom com um recuo de quase 10,5% em relação ao mês anterior.

As vendas da glicerina de maior valor agregado foram de apenas 8,92 mil toneladas o que representa uma fatia de 15,9% do total – este é o menor share para o produto em mais de 6 anos.

O recorde foi garantido pelas vendas de glicerina bruta que atingiram a marca inédita de 47,2 mil toneladas o que coloca 8,6%.

O B12 continua alavancando as exportações nacionais de glicerina. Em setembro, os embarques do coproduto do setor de biodiesel voltaram a acelerar e passaram de 56,1 mil toneladas, fazendo com que mercado superasse – por uma margem de 1,5% – o último recorde que havia sido batido em junho passado.

Apesar da aceleração no volume total embarcado, a glicerina destilada não teve um mês lá muito bom com um recuo de quase 10,5% em relação ao mês anterior.

As vendas da glicerina de maior valor agregado foram de apenas 8,92 mil toneladas o que representa uma fatia de 15,9% do total – este é o menor share para o produto em mais de 6 anos.

O recorde foi garantido pelas vendas de glicerina bruta que atingiram a marca inédita de 47,2 mil toneladas o que coloca 8,6%.

O novo resultado aproxima do ano de 2023 ainda mais do recorde de exportações que hoje pertence a 2021 com mais de 486,7 mil toneladas de glicerina exportadas. Com mais um trimestre pela frente para fechar o ano, o país já embarcou cerca de 410,7 mil toneladas do coproduto – 15,8% acima do registrado no mesmo período de 2021.

Reaquecimento

A avanço nas exportações no mês de setembro se deve principalmente à retomada na demanda chinesa. Os compradores do país asiático absorveram 48,8 mil toneladas de glicerina brasileira – quase 87% do total embarcado – abrindo 19,6% de vantagem sobre os volumes do mês anterior.

Entre julho e agosto as vendas para a China haviam recuado 10,9%.

Embora venha liderando com muita folga o ranking dos compradores de glicerina brasileira por vários anos; nos últimos meses, a dependência do Brasil em relação à demanda chinesa tem aumentado. Do começo do ano até maio, a China representava, em média, 75% de nossas exportações; nos últimos quatro meses, contudo, essa fatia subiu para mais de 85,5%.

Ganhos

O aumento no volume de glicerina vendida não está se convertendo em ganhos financeiros muito mais robustos. Em setembro, os exportadores receberam US$ 14,7 milhões pela glicerina que comercializaram – US$ 4,56 milhões da glicerina destilada e mais US$ 10,1 milhões da glicerina bruta.

Convertido o faturamento em dólares pelo valor médio do câmbio da moeda norte-americana no mês passado, os negócios fechados renderam R$ 72,7 milhões.

Na soma da parcial do ano, os exportadores receberam US$ 117,2 milhões este ano. Nesse caso, o valor está bem longe do recorde atual que são os US$ 371,6 milhões faturados em 2022.

O motivo desse faturamento mais fraco são os preços menos atraentes que a glicerina está pegando no mercado internacional. Em setembro, a glicerina destilada rendeu US$ 511,19 por tonelada enquanto a glicerina bruta rendeu US$ 215,46 por tonelada.

Em setembro os preços da glicerina destilada voltaram a se valorizar. As cotações do produto subiram 2,3% de agosto para setembro. Já a glicerina bruta ficou praticamente estável com uma desvalorização de 0,2%.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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