Após 2 meses em alta, exportações de glicerina caem em setembro
Segundo dados recém-divulgados pelo MDIC, as exportações brasileiras de glicerina caíram em setembro. Isso encerra duas altas seguidas.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
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Depois de dois meses batendo recordes, as exportações brasileiras de glicerina caíram em setembro. É o que mostra o mais recente balanço das exportações e importações elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Depois de dois meses batendo recordes, as exportações brasileiras de glicerina caíram em setembro. É o que mostra o mais recente balanço das exportações e importações elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Em setembro, foram enviadas para o exterior pouco mais de 18 mil toneladas do coproduto – 38% a menos que em agosto. Uma queda considerável para o intervalo de um mês.
O volume de glicerina embarcado para fora do país em setembro é também o menor dos últimos seis meses [ver gráfico]. Contudo, quando comparado ao montante exportado no mesmo período no ano passado, o volume representa um salto de 46% nas exportações do produto.
A China continua sendo o maior comprador da glicerina brasileira. Em setembro, o país adquiriu 87% do volume do coproduto que foi exportado.
Com o resultado, o Brasil já totaliza 178,7 mil toneladas de glicerina exportadas, faturando com a atividade US$ 60,1 milhões.
Discriminado A maior parte da glicerina exportada pelo Brasil – 16 mil toneladas, ou 88% do total – foi de glicerol bruto. A retração nas exportações do coproduto resultante da fabricação de biodiesel, em setembro, foi 35%.
No caso da glicerina refinada, que tem maior valor de mercado, a queda nas exportações foi ainda mais acentuada. Em setembro, o Brasil exportou menos da metade do mês anterior. Foram enviadas para fora do país apenas 2,2 mil toneladas de glicerina refinada, contra 4,6 mil toneladas em agosto.
Rendimento Com as exportações de glicerina efetuadas no mês passado, o país faturou cerca de US$ 4,8 milhões – um rendimento 43% menor que o obtido com as exportações do coproduto em agosto.
Além da queda no volume de glicerina exportada, outro fator explica um faturamento mais baixo em setembro: a retração nas cotações. No mês passado, a tonelada da glicerina brasileira saiu por US$ 270,59 contra US$ 293,81 pagos em agosto. Foram US$ 240,73 por tonelada do produto em bruto e US$ 507,44 por tonelada do produto refinado.
Essa é a quarta queda consecutiva na cotação média da glicerina.